O projecto Balla, de Armando Teixeira, passou pelo Theatro Circo em Braga num concerto com tonalidades intimistas.
O percurso de Armando Teixeira não deixa dúvidas ao melómano, mesmo que os actuais caminhos não agradem a todos os rebordos, mas é fácil perceber que com o novo álbum “Arqueologia” Armando Teixeira saca de todo um conjunto de influências, e arrisco escrever experiências, que coloca ao serviço dos seus Balla para criar um disco, e concertos, onde são (na minha humilde opinião) representados pedaços da história da música moderna. Quando num filme são feitas referências e alusões a outros filmes, quando um realizador coloca aqui e ali pormenores que nos transportam para outras películas, são normalmente muito elogiados e tidos quase sempre como “homenagens”. Porque será que na música não pode ser assim?
Boas músicas, bem construídas e bem tocadas, que muito provavelmente não terão a repercussão mainstream, algo que não me parece que seja um problema nem para quem ouve… nem para quem toca.
Em síntese, senti várias vezes durante o concerto que estávamos a assistir a momentos arqueológicos revestidos a modernidade.
Agradecer ao Paulo Nogueira e ao Theatro Circo pelas fotografias (todas as fotografias com “direitos reservados“).










