Walk & Dance 2017 acontece entre Quinta-feira 13 de Abril e Sábado 15, em Freamunde, cidade inserida no concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto. O Festival nasce da obstinada ideia de uma associação, cujo intuito é contribuir para a cultura de um concelho e região que “poucas alternativas culturais apresenta”.
Para esta 3ª edição vão passar pelo Walk & Dance bandas e projectos como: You Can’t Win Charlie Brown, First Breath After Coma, Keep Razors Sharp, Paraguaii, Surma, Whales, Ganso ou Savanna.
A Irreversível passou pelo Walk & Dance em 2016 e ficamos agradavelmente surpreendidos por diferentes situações… bom conceito de evento que obriga positivamente os espectadores a navegar entre concertos pelo centro da cidade de Freamunde, boas salas de espectáculos, bom som e excelentes escolhas como Plus Ultra, The Sunflowers, Pega Monstro, Mirror People, Cave Story ou Tøuløuse, demonstrando atenção e bom olho (ou ouvido…) por parte da organização ao que se passa musicalmente em Portugal.
Nada melhor que meia dúzia de perguntas para conhecer melhor este projecto Walk & Dance:

– Como surge a ideia do Walk & Dance?
– Essa é fácil. Estamos inseridos num concelho que pouco ou nada apresenta a nível cultural. A necessidade que sentíamos de nos deslocar a outros centros fez com que a ideia saltasse, qual tampa, e nos levasse a esta aventura. Gostamos de partilhar os nossos gostos e sonoridades, por isso, apostar num evento que reunisse a música nacional, ao que melhor vemos fazer no concelho, foi um passo só.

– Quais são os critérios na selecção de bandas/projectos?
– Também é muito fácil. Quando pensamos no que procurávamos fora da nossa cidade, ficamos com a resposta. Música independente, ecletismo, são alguns dos traços que nos podem definir na conceptualização do nosso cartaz. Claro que temos influências que nos travam a imaginação. Mas é possível fazer grandes voos com o que melhor se faz em Portugal e até mesmo no concelho.

– Objectivos do Walk & Dance?
Essa é a parte que podemos sonhar?
Promover música e mais a música. Aproximar o alternativo do “dito” mainstream. O objectivo do Walk & Dance é trazer à cidade o que melhor temos no panorama nacional. Dando assim possibilidade das bandas locais partilharem palco com outras bandas e sonoridades. E com isto quem sabe despertar mentes “musicais” adormecidas. Estimular as “veias artísticas” dos que por cá andam.

– Em que medida o Walk & Dance se quer diferenciar de outros festivais?
– Ora vejamos, se considerarmos que temos salas pela cidade, obriga de imediato à inclusão na realidade da cidade.
Promovemos o exercício físico, quer pela dança quer pelo passeio pela cidade. Espaços diferentes, salas diferentes, com várias sonoridades. E temos como pretensão não acabar com “rótulo” de estilo. Queremos apresentar os mais variados projectos, com as mais variadas musicalidades.

Promover música e mais a música. Aproximar o alternativo do “dito” mainstream.
– Que dificuldades encontram para a concretizavam da ideia?
– Falar disso já se apresenta como uma dificuldade.
Tivemos vários momentos. A dificuldade de acreditarem no conceito na nossa cidade. Depois a desconfiança de parceiros e patrocinadores sobre o mesmo. Até colocavam em causa o sucesso. Afinal, não era fácil idealizar o evento, os dias a correrem e os espectáculos a acontecerem.
A primeira edição, mesmo que à medida certa, tornou possível maior credibilidade. E et voilà, hoje estamos com um cartaz que determina o panorama nacional ao mais alto nível. Ainda assim, não quer dizer que não temos as mesmas dificuldades. Quanto mais crescemos, mais apoios precisamos. Afinal somos apenas 4 rapazes e meio.

– O que é Irreversível?
– Voltar atrás!
Estamos num relacionamento sério com o Walk & Dance… e ele connosco. Voltar à casa de partida era inconcebível.

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Francisco Barros

- Realizador e locutor radiofónico nos 90´s com "Rockodromo" & Outros
- Proprietário da extinta "Crash-Discos".
- Vocalista em "Model".
- Passador de música e performer em "Robotic Sessions".
- Musico experimental & Ocasional
- Colaborador e Ex-colaborador em diversas publicações nacionais e locais.

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