Laranja, rosa, verde, vermelho… É um arco-íris de opções que me dão a escolher, logo a mim que sou quase daltónico! Distingo bem as cores, mas só à primeira vista. Posso escolher branco mas francamente, só vejo negro…
Não é que não me identifique com o breu, pelo contrário, trato-o por tu e há noites em que somos os melhores amigos, mas caminhar descalço com ausência de luz, é perigoso. Um gajo até se habitua a recorrer ao tacto, mas isto de ter que pôr as mãos em todo o lado pra nos orientarmos, por vezes, é ludibriante… Valha-me a audição para decifrar o ruído que os meus ouvidos captam, o olfacto para detectar o desagradável aroma da mostarda quando me chega ao nariz e o meu 6º sentido apurado aos longo dos anos com as experiências paranormais do quotidiano…
Proponho um decreto lei que obrigue à recorrência de todos os sentidos de que dispomos. A proposta é absurda, mas na minha perspectiva, faz todo o sentido.
Entendo que seja difícil compreender o que quero dizer com isto, na medida em que nem eu sei bem. Ou se calhar até sei, porém sinto-me no direito de não o dizer de outra forma. Mas uma coisa é certa:
Não sou o único a debitar linguagem abstracta. Ainda hoje li um programa eleitoral e entrei em transe. Chega a ser psicadélico, fez-me lembrar uma ocasião em que alucinei a ver a ARtv.
Aprazem-me as experiências transcendentes.

Domingo, dia 4 de Outubro, lá estarei novamente, a contribuir para atingirmos o Nirvana colectivo. E tu? Também estarás?

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Simão Mendes

Terráqueo abstracto que todos os dias procura descobrir-se e a quem o riso é indispensável. Vive despreocupadamente. Viciado em pizza, aprecia o café a 3/4 e sonha ir ao espaço.

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