Kátia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo é, ao que tudo indica, cantora. Com uma longa carreira de onze anos, iniciada já o irmão era um dos maiores astros do futebol mundial, Cátia de seu nome começou por ser Ronalda, nome que terá, porventura, dado um empurrãozinho inicial. Assim, e a reboque do sucesso e dos milhões do irmão, Ronalda gravou três álbuns, cortou o cordão umbilical e mudou o nome artístico para Kátia Aveiro.Já como Kátia Aveiro, a madeirense lança, em 2013, o single “Boom Sem Parar”, produzido pelo conhecido produtor RedOne, que no passado havia trabalhado com artistas como Lady Gaga ou Jennifer Lopez. Kátia Aveiro foi, com naturalidade, o passo seguinte na carreira do produtor. Mas o investimento de Cristiano Ronaldo não ficou por aqui, seguindo-se uma apresentação com estrondo na discoteca portimonense Seven e uma outra num conhecido espaço nocturno de Madrid.Entre uma vibrante carreira musical e várias participações em programas de televisão de entretenimento ligeiro, Kátia Aveiro chega este final de semana ao palco da final da Liga dos Campeões, onde actuará ao lado de nomes como Alicia Keys para uma audiência que facilmente superará as centenas de milhões de espectadores. É o culminar de uma fulgurante carreira, um talento do qual fomos privados durante os primeiros 28 anos da existência deste prodígio.

É interessante verificar que Cristiano Ronaldo, nascido pobre e sem grandes perspectivas de futuro, conseguiu, fruto de árduo trabalho, absoluta dedicação e de um imenso talento, chegar ao topo do mundo do futebol, tem agora o poder de transformar a sua irmã num fenómeno que, sem um milionésimo do trabalho, da dedicação ou do talento que precisou para chegar onde chegou, consegue ter várias oportunidades com as quais milhares de músicos portugueses passaram uma vida a sonhar e que, apesar do trabalho, da dedicação e do talento, nunca terão. É como se aquele menino-prodígio que nasceu na Madeira, pobre e sem grandes perspectivas de futuro, tivesse trabalhado arduamente, com total dedicação e, apesar do talento, nunca tivesse conseguido a oportunidade que o menino rico da capital acabaria por conseguir porque o papá podia pagar a sua formação num grande clube, e que, mesmo não sendo um Cristiano Ronaldo, chegaria a jogar nesse grande clube, enquanto os sonhos do pequeno e genial Cristiano desvaneciam no ar.

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João Mendes

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