Tive um sonho.
Não foi bem um sonho, estou a mentir, mas este texto é meu por isso conto como me for conveniente.
Foi talvez influencia de alguns artigos e vídeos que andei a pesquisar , vá.
Mas digamos que foi um sonho, pra facilitar a narrativa.

Sonhei que fui ao espaço!

foto: apod.nasa.gov

foto: apod.nasa.gov

Que viagem surreal, digo-vos!
É tremendamente mais avassalador do que alguma vez imaginei.
Não vos conto as partes técnicas, como o modelo e cilindrada da nave em que viajei ou a marca do fato de astronauta, pra não maçar e porque não são questões relevantes para a ideia que estou aqui  a transmitir.
Prefiro tentar descrever a experiência extraordinária que foi observar a Terra, a partir do espaço.
Sonhei que orbitei a Terra durante horas a fio e  que pude vislumbrar a sua mágica existência de outra perspectiva.
Percebi que a Terra é um organismo vivo, incansável na sua jornada, a rodar sobre si mesma para garantir a continuidade da vida.
Senti-me em êxtase, feliz e privilegiado mas simultaneamente receoso, ao contemplar a fragilidade desta pequena bola de vida tão complexa e especial, ali, suspensa no vazio, protegida apenas por uma quase imperceptível camada de atmosfera, tão fina quanto papel…

De repente, percebi que as barreiras que virtualmente erguemos entre os pedaços de terra e os oceanos, entre culturas e os povos e as raças, entre nações e continentes, são invisíveis, insignificantes, sem sentido algum!

Um sonho espacial é  sempre clarividente.
Permite a possibilidade de compreender a dimensão da realidade que nos rodeia, e que a existência que damos como garantida a bordo desta pequena nave azul, que viaja perdida na imensidão tecido espaço-tempo , é tão fugaz quanto uma sinapse neuronal.

Somos poeira das estrelas!

Se querem ter uma ideia do que sonhei, vejam o vídeo abaixo, e sonhem também.

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Simão Mendes

Terráqueo abstracto que todos os dias procura descobrir-se e a quem o riso é indispensável. Vive despreocupadamente. Viciado em pizza, aprecia o café a 3/4 e sonha ir ao espaço.

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