Existem bastantes superstições em relação às sextas-feiras dia 13. Habitualmente a explicação associada transporta-nos para a ultima ceia de Jesus e os seus apóstolos. Existem outras versões, de lendas da mitologia nórdica, que referem que Loki – deus e espírito do fogo e da discórdia – foi o 13º a sentar-se a uma mesa. Mas provavelmente a razão pela qual ainda hoje no sec. XXI se dá tanto valor e superstição associada a este dia, deve-se à lenda que nos conta que a deusa do amor e da beleza, Friga, foi transformada em bruxa e como vingança ela passou a reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, e outros 13 ficavam rogando pragas a todos os humanos.

Independentemente disto vou focar-me no AZAR: Uma palavra que Orlando Neves descreve assim em “Dicionário das Palavras” : “A palavra vem do árabe, concretamente de az-zahar que se tornou sinonimo de “dado”. Mas (e não é igual) as-zahar é o nome da flor de laranjeira, e sabe-se da importância desse fruto na produção económica dos muçulmanos. Ora nos dados usados pelos árabes, o valor mais alto das suas faces residia no que nós chamamos ó “ás”. Mas os maometanos não usavam tal sinalética: no lugar do ás punham o desenho da flor de laranjeira. Jogar os dados é pretender que a sorte determine a saída do ás, isto é, do azar. Curiosamente , “ter azar” é, etimologicamente, o contrario do que parece”.

Nem tudo é o que aparenta…

Há quem aproveite e faça uma celebração, em Montalegre é sinonimo de dia de festa, musica, espectáculos, e do esconjuro do bruxo realizado pelo Padre Fontes.

Nota: o video acima refere-se a sexta-feira 13 do último mês de Fevereiro 2015.

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Miguel Sousa

Responsável pela agenda Irreversível.

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