foto Hotblack @ morguefile.com

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As segundas sabem-me sempre a qualquer coisa metida nos dentes.
Por mais palito que escarafunche ou fio dental que deslize o perdigoto teima. Os braços em morrinha estendem-se por detrás do cachaço e consigo um ventre pleno. Já constatei que nada, nem o trânsito em espelho retrovisor se admira às segundas. Nem sequer para tirar a ranheta pelo retrovisor. A arte do insecto não é para qualquer aranha. O cérebro é um cubo mágico e os dedos dedilham as cores básicas. Às segundas os cigarros vão ao filtro. Já a vizinha do terceiro olha o tecto à espera que o marido termine para poder estender a roupa que a máquina já acabou de lavar. Às segundas há insectos de longos braços.
Tu é que não vês.

 

 

Comentários



Véronique S.

Tem os braços onde deveria ter as orelhas. Tem o coração onde deveria ter os olhos. Já as entranhas, costuma adormecer a mexer nelas. Qual criança que brinca com os cabelos até o sono à visitar.

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