The Brian Jonestown Massacre

The Brian Jonestown Massacre

Depois da apresentação dos primeiros nomes para o Reverence Valada 2016 aqui na Irreversível, juntamente com a entrevistaAlcest realizada em 2015, voltamos a repetir a fórmula.

Nas confirmações mais recentes, grande destaque para The Brian Jonestown Massacre em estreia absoluta em Portugal e para o regresso dos The Sisters Of Mercy a um palco nacional. Nomes como The Raveonettes, Fat White Family, A Place To Bury Strangers, The Japanese Girl, The Black Wizards, Mars Red Sky, Steak e Earth Drive, também fazem parte do novo conjunto de bandas anunciadas.

Os bilhetes para o Reverence Festival Valada já se encontram à venda nos locais habituais: BOL, ABEP, Lojas Fnac, Lojas Worten, El Corte Inglés, Lojas SportZone, Estações de Correio, entre outros, mais detalhes em bilheteira online.

 


Aproveitamos a ocasião para lançar a conversa Irreversível com os psychedelic sludge Ufomammut na edição de 2015:

 Ufomammut @ Reverence Valada 2015 pic by Irreversível

Ufomammut @ Reverence Valada 2015 pic by Irreversível

– É a vossa terceira presença em festivais portugueses nos últimos 4 anos. Como se sentem em voltar, agora ao Reverence?
Poia – É sempre uma honra para nós tocar em Portugal. É um país que descobrimos tarde na nossa carreira de estrada e, mal tocamos o seu solo, sentimos algo de muito diferente. As pessoas a adorarem-nos e a acarinharem-nos. Sempre que cá voltamos, é como se estivéssemos em família… não sei porquê. Mas é uma boa coisa. Gosto muito das pessoas daqui.

– … O vosso concerto foi qualquer coisa. Qual a vossa opinião quanto à reacção da audiência?
Poia – Como disse, é fantástico. As pessoas são-nos muito calorosas. E sempre têm sido. É muito bom.

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foto: Ufomammut Oficial

– Vocês tem um novo álbum, Ecate, o vosso sétimo de estúdio… ou oitavo se contarem o duplo Oro como dois. Todos os vossos álbuns têm um conceito específico, é o mesmo com este? Algo de diferente ou especial?
Poia – Sim, digamos, o álbum gira em torno da figura ancestral de Hecate que, no período medieval, foi vista como uma deusa dos infernos, mas é na verdade ainda mais antiga. Da era pré-helénica.
Vita – Sim, ela era uma deusa positiva no início; mas foi transformada numa figura negativa pelo interesse das pessoas movido pelo Cristianismo. Agora, é considerada a rainha das bruxas.
Poia – Mas nós gostámos da ideia de Hecate, especialmente pelo poder que tinha de se mover entre os meios humano, divino e de morte. E como nós estávamos a pensar na temática da morte mas de uma perspectiva positiva, pareceu-nos perfeito. Também pela simultaneidade de passado, presente e futuro; até porque este álbum é um novo capítulo para nós.
Poia – O que é verdade e mentira ao mesmo tempo, mas gosto. É parte da nossa história. O álbum pode ser visto e ouvido em diferentes níveis. Uma representação do que somos agora, o que já fomos e o que viremos a ser no futuro. E também no nosso nome, Ufomammut, sempre estivemos a lidar com o conceito de passado e futuro. A relatividade do tempo, por assim dizer

– Como tem sido trabalhar na independente e exclusiva Neurot Recordings? Fundada por membros de Neurosis
Poia – Sempre foi bom ser parte da família. É o que dizemos sempre. Sempre respeitamos imenso Neurosis e a sua editora porque são músicos. Porque a música é a sua religião. E o nosso conceito está intimamente ligado a religião. Não que sejamos religiosos, para além de uma vertente musical. Mas música é o verdadeiro ícone que veneramos. E os Neurosis, sentimos, amam a música. O principal é mesmo a música como arte e expressão. Assim que o sentimos, ficámos apaixonados.
Vita – Sim. Entrar Neurot foi como alargar uma família. Eles são uma família, nós somos uma família e expandimo-nos mutuamente.

– … Sem dúvida, uma banda e uma família referência.
Poia – E uma das nossas maiores influências desde o início.

O que estão interessados em ver neste festival?
Vita – Eu queria ver os The Warlocks, mas eles tocaram às seis e só descobri isso pelas nove. Demasiado tarde.
Poia – Há pouco tempo, tocámos antes dos Sleep e gostei muito de ver. Excelente banda.

– Como está a actual cena metal na Itália? Em boa forma?
Poia – Metal é difícil de classificar. Podes associar qualquer coisa pesada desde os 80s. Mas diria que música extrema está em muita boa forma. Em Itália, temos muitas e boas bandas a tentar fazer a sua própria coisa sem tentar assemelhar-se a coisas que já existem. Ser simplesmente muito original.

– Uma última coisa, para vocês o que é irreversível?
Poia – Pergunta difícil… os meus sapatos não são reversíveis…
Vita – Já a minha roupa interior … tu sabes (todos riem)
– Muito obrigado pela entrevista.
Poia – Obrigado nós e pedimos desculpa pela última reposta (risos).

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Cláudio Valério

Coimbrinha mais novo que o fantasma do Kurt Cobain. Estuda ciência, mas vai passar a estudar letras. Fã nº1 do Lidl.

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