Respirar o ar cristalino que nos dá Douglas Dare!

Ouvi-lo (Assim como ao seu piano.) é como sorver uma lufada de ar muito fresco como brisas doces e inquietas.

As canções de Douglas Dare, e suas interpretações para elas, criam uma figura que flutua o ar. Uma figura Rococó, de tão frágil e delicada, que ainda carrega em si um quê do Barroco antecedente e já uma ponta do Neoclássico vindouro. Sem pontas demasiado agudas ou asperezas exageradas na sua voz que é poderosa e atraente (Quase de dor!) e essa capacidade de fazer do piano um balão de oxigénio, entre respirações, são impressionantes!

Uma delicadeza rude de quem quer cantar, ou contar, as suas verdades, sem a falsa alegoria dos que esperam galgar aos topos das rádios mais populares, mas que mantém em si uma alegria íntima de quem sabe (E muito bem!) o que está a fazer.

A verdade é que de cada vez que cantava uma canção, fazia-o como lhe ia na alma e soava genuíno, sem firulas, a respirar a música (a sua música) que pode, ou não, ser também dos outros, que pode ser nossa por que a inalamos, não por força mas por desejo. Uma canção de Bjork aqui, uma outra, sem as alterações de McCartney, ali. Mas todas muito bem oxigenadas, como deve acontecer a uma boa respiração rítmica de piano. E a solidão a dois do palco com a companhia do piano apresenta-se como uma perfeita suspensão da respiração a cada acorde de magia que o cantor lhe empresta. Com uma tristeza (assumidamente adorada pelo cantor/autor) deliciosa e que nos leva com ele, magicamente.

Um verdadeiro deleite a sua apresentação, uma verdadeira confirmação da alta qualidade das escolhas do Theatro Circo. (Baluarte do fazer artístico da cidade de Braga!)

Desliguem todas as máquinas que o “RESPIRA” está aqui para nos manter a todos bem vivos!

english version

Breathe in the crystalline air that Douglas Dare gives us!

Hearing songs he sings (Just like his piano playing.) Is like inhaling a breath of fresh air like sweet, restless breezes.

Douglas Dare’s songs, and his interpretations for them, create a figure that floats the air. A Rococo figure, so fragile and delicate, that still carries within itself some of the antecedent Baroque and already a tip of the upcoming Neoclassical. No too sharp edges or exaggerated harshness in his voice that is powerful and attractive (Almost like pain!) And his ability to make the piano an oxygen balloon, between breaths, are awesome!

A delicate rudeness of those who want to sing, or tell, their truths, without the false allegory of those who hope to climb to the tops of the most popular radios, but who maintains an intimate joy of who knows (And very well!) What it is to do so.

The truth is that every time he sang a song, he did it as it came from his soul and it sounded genuine, without makeup, to breathe the music (his music) that may or may not also be of others, which can be Because we inhale it, not by force but by desire. A song from Bjork here, another one, without McCartney’s alterations, there. But all very well oxygenated, as should happen to a good rhythmic piano breathing. And the two-way solitude of the stage with the company of the piano presents itself as a perfect suspension of the breath to each chord of magic that the singer lends him. With a sadness (admittedly adored by the singer / author) delicious and that takes us with him, magically.

A true delight to see his performance, a true confirmation of the high quality of Theatro Circo’s choices. (Sumit of the artistic making of the city of Braga!)

Turn off all the machines because “RESPIRA” is here to keep us all alive! 

Douglas Dare @ Spotify
Douglas Dare @ Soundcloud

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Sou muitos por cento H2O o que quer dizer que fervo a 100 e congelo a zero... tenho muito para dizer mas só digo quando quero.

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