A mais frenética, porém mágica, época do ano chega, e todos os males do mundo se tornam secundários.
De coração cheio e ego equilibrado, abraçamos a solidariedade.
A solidão, a pobreza, a indiferença, a discriminação?
Nada que um penso rápido de boas festas não resolva!
Stand by, satanás, pois é tempo de emanarmos amor e praticarmos a partilha!
Os nossos corações transbordam, tal é a intensidade com que nos amamos em nome do menino que nasceu pela divina graça da imaculada senhora.
Rejubilemos, pois agora é prioridade satisfazermos o (aparentemente) inofensivo capricho consumista que nos invade, quais abastados Reis Magos.

Valham-nos os Lees e os Mings deste e do outro lado do mundo, pois para quem não tem ouro para oferecer, comprar representações de amor é um exercício complexo e até algo temeroso, principalmente para quem o décimo quarto rendimento é quase inexistente.
“Incenso e milla? Um eulo! No coledor quatlo, xunto dos blinquedos inúteis que pequenos Lee fez dulante o ano.”
Obrigado Ming, gratidão por tua existência!

E, ao vigésimo quinto dia do mês que finda mais um capítulo do anuário, vestiremos o fato vermelho do gordo da coca-cola para distribuir o rendimento, em nome do amor!

É Natal!


Ama, compra, dá.
Não necessariamente por esta ordem.
Entretanto é janeiro, e a vida real recomeça.

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Simão Mendes

Terráqueo abstracto que todos os dias procura descobrir-se e a quem o riso é indispensável. Vive despreocupadamente. Viciado em pizza, aprecia o café a 3/4 e sonha ir ao espaço.

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