O anterior governo, liderado pelo partido que diz levar Portugal a sério – no caso de não saberem quem usa o slogan, e por incrível que possa parecer, é mesmo o PSD – aprovou a resolução do BES sem que o tema fosse discutido “com profundidade”. Não foi sequer discutido no Conselho de Ministros. Quem é o diz é Assunção Cristas, não um qualquer demónio de esquerda. E isto diz-nos muito, mesmo muito, da irresponsabilidade que foi a anterior governação em matéria de banca. Sobre isso e sobre a forma desesperada como Passos Coelho está a defender o governador de Portugal, aquele que ainda não teve a decência de apresentar a sua demissão depois das recentes revelações da reportagem da SIC. E assim se leva Portugal a sério lá para os lados da São Caetano à Lapa

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A resolução do BES, que Passos não levou a Conselho de Ministros e que Cristas assinou sem ver, custou aos cofres do Estado 4900 milhões de euros. Tenham este valor em conta, bem como o papel irresponsável e negligente do anterior governo, quando forem confrontados com aquele discurso canalha que procura culpar o actual acordo de esquerda pelo estado lastimoso a que a banca portuguesa chegou. Foi a herança possível da entourage do Passos.

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João Mendes

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