942593_1100988253252927_3221897299786797131_nOs autocarros e os metros passam a vida cheios de gente de todas as formas e feitios..mais “maus Feitios” do que bons, mas aí é que está uma das verdadeiras consciências de “aldeia portuense”.

Desde as miúdas que se acham top models e que usam aquelas roupinhas da moda que andaram a comprar nos tão adorados shoppings, até às bem mais velhas que têm ainda a ideia que são miúdas [mas com mais intelecto, ou não].

Os transportes públicos são óptimos para vermos bem a realidade da nossa “aldeia”. É qualquer coisa de fantástico os olhares que as mulheres fazem quando, tanto as miúdas que acima falei, como os putos que para aí andam armados em rappers da MTV [sem noção de que mais parecem apenas rufias] entram no transporte com aquela atitude altiva e sensacionalista de quem mais parece estar a entrar no tapete vermelho de Hollywood para os Óscares. Às vezes fico atenta ao que as mulheres do Porto dizem, e acreditem ou não, é bem melhor que Prozac.

Oh filho, puxa as calças que parece que nem tens cú e ninguém precisa de saber que compraste as cuecas nos chineses…

Ai menina, estas moçoilas de hoje em dia…eu sei lá…olhe, precisavam de um espelhinho e uns açoites bem dados!!

Olhem para esta tristeza!!! Parece que quer ser uma menina daquelas revistas dos homens…meu deus!!

E os homens claro, ficam com os olhos bem abertos às meninas que entram e às vezes até se enganam nas paragens em que têm de sair…

A falta de roupa às vezes é tanta que até eu fico sem perceber em que estação do ano estamos.

Fora isso, nos transportes públicos, também temos sempre as famosas guerrinhas entre a malta que quer sair e não consegue e se monta ali mesmo um vendaval de frases com palavras e expressões antigas e mais “na moda” e gestos mais fogosos e agitados. Passa tudo em 3 minutos, mas é de facto intenso.

Oube lá, ou me sais da frente ou bais sair comigo

Achega pra lá oh morcona”

Andamento pah! Deixem o pessoal passar carago!

Há aqui alguém que hoje quer levar no focinho porra! Falta de respeito.

Ah… e as histórias que se ouvem… delícias de um quotidiano onde a vida dos outros é sempre bem mais interessante do que a deles mesmos, e onde eles se podem distrair um pouco enquanto estão parados no trânsito e nos solavancos e “empurranços” dos que usam os transportes da nossa “aldeia”.
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Maria Cardoso

Maria Cardoso M. - nascida há mais de 3 decadas, dedicou-se à produção e programação de eventos dos mais variados estilos e ligou-se à música desde pequena. Sem manias de grandezas (what so ever), é licenciada em Gestão de Património e tem pós-graduação em Gestão Artística e Cultural. Sonha com um mundo minimamente em condições e que os que andam por aí a lutar de forma séria e justa, tenham o reconhecimento merecido. No que respeita à música, tem horizontes bem alargados, mas meticulosamente picuinhas...é a vida.

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