Desde que começou a ser “noticiado” o lançamento desta aplicação em Portugal, tenho assistido a mais um exemplo do provincianismo que caracteriza a nossa sociedade.
Os apreciadores deste jogo são apontados, ridicularizados, insultados, já vale tudo para os diminuir.

No entanto, eles não roubam nem matam, não fogem aos impostos, não são contratados pela Goldman Sachs, não pagam salários mínimos aos seus “colaboradores” enquanto trocam de mercedes todos os meses, não insultam quem não gosta do seu jogo….

Mas então porquê toda esta azia contra algo que faz feliz uma percentagem assinalável da população, em particular os jovens sempre sujeitos a influências mais negativas, mas que encontraram aqui uma motivação extra para deixar a letargia do sofá e percorrer as ruas das suas cidades, redescobrir ambientes esquecidos, conhecerem, socializarem outros com o mesmo salutar interesse… Porquê esta azia contra algo que é à partida um divertimento bastante positivo?

E a ironia é que são os mesmos que criticam os adolescentes por não saírem de casa, porque perdem a vida em frente ao pc ou no facebook, porque não socializam e nem conhecem as ruas das próprias cidades…
São estes os mesmos que agora criticam quem finalmente encontrou uma razão, uma desculpa para desenferrujar as pernas.

Parem com a azia, com a inveja, com as vossas visões simplistas e maldosas, com a vossa arrogância, com os vossos insultos e a vossa presunção de velhos do restelo, desgastados, cínicos e muito pobres de espírito.

Deixem os Pokemon em paz, ninguém vos obriga a gostar, mas respeitem o gosto dos outros!

Guardem o vosso veneno para quem realmente o merece, deixem de ser covardes e de atacar quem está na mira do povinho estúpido

E antes que venham com merdas, não… eu não sou um jogador desta aplicação!

Comentários



Luis Costa

Não mais deixarei intocável a minha divindade.
Ficarei à mercê do tenebroso juízo e assustadora pena, de todos quantos quiserem vislumbrar, porventura explorar, as fraquezas e timidez de um Deus da guerra, cansado de inconscientemente fugir da paz sempre adiada.
De futuro, caminharei ao lado do comum dos mortais.

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