Não interessa que tipo de viajante és, vais encontrar no Peru o que procuras!
O Peru é, para mim, o país mais impressionante desta zona do nosso pequeno Planeta. É rico em cultura, contrastes, religião, filosofia, natureza, história, tradição e culinária. Tem mar e praia, selva, montanhas e deserto. Tem Machu Picchu e os Incas, os Nazca e a linhas de Nazca. Tem centenas de Culturas que vêm de séculos antes da existência dos Incas. É o país das batatas, do milho e da quinoa. Tem dos mais belos exemplos de beleza da arquitectura Espanhola. Não interessa que tipo de viajante és, vais encontrar no Peru o que procuras! É o coração cultural da América do Sul. A viagem que lidero quer explorar tudo isto e dar a conhecer, aos corajosos que me acompanham, o verdadeiro Peru.

Lima | © João Amorim

Conhecida antigamente por Cidade dos Reis, Lima, a capital do Peru, é também a capital gastronómica da América Latina. E isso, aos Portugueses, diz muito, não é? Tal como nós, os Peruanos são “um bom tacho”! Hoje em dia a sua cozinha tem influências asiáticas, devido à imigração em massa dos povos desse lado do planeta, e espanholas, mas nunca perdeu as suas raízes andinas. Tudo isto, com um pouco de sal, limão e coentros, faz-nos sair de Lima de estômago cheio e apetites saciados. É obrigatório provar o ceviche, o arroz de marisco, o lomo saltado… e já estou a ficar com água na boca!

Lima é a segunda capital mais desértica do Mundo, a seguir ao Cairo. Como em todos os desertos há um oásis, Lima também tem o seu. Huacachina é uma pequena esmeralda no meio das dunas amarelas. E um poço de aventuras, também! Não há melhor plano do que passar o final do dia a andar de bugg pelas dunas e fazer sandboard enquanto vemos o pôr do sol.

Huacachina | © João Amorim

Muito antes dos Incas chegarem a estas bandas, já os Nazca desenhavam linhas no seu vale, que viriam a ser redescobertas milénios depois, e que ainda hoje cultivam o nosso imaginário. Já todos ouvimos falar das Linhas de Nazca e já todos nos questionamos o seu propósito. Para perceber o seu “porquê” é preciso ir e ver com os próprios olhos. É preciso conhecer e entender os povos que ali viviam. Eles adoravam e veneravam a Natureza, e a melhor forma de o demonstrarem era desafiando os seus limites humanos e criando coisas maiores que eles próprios, que perdurariam no tempo. As linhas de Nazca são o impossível tornado realidade.

Linhas de Nazca | © João Amorim

O Lago Titicaca é de tirar a respiração, literalmente! Sim, é o lago navegável mais alto do mundo, quase a quatro mil metros de altitude. Isso significa que, por vezes, o nosso corpo pede-nos mais oxigénio, uma vez que não estamos habituados a uma altitude tão elevada. Mas os nossos olhos dizem “estamos bem”. É um lugar mágico, ainda pouco massacrado pelo turismo, e muito puro. Cada ilha tem a sua cultura, cada lugar a sua tradição, a sua magia. Aqui, o melhor plano para passar a noite é nas casas das famílias da ilha. A melhor comida é também a deles. É um lugar de uma tranquilidade inesquecível. Tranquilidade pronta para ser quebrada, com a chegada à cidade de Cusco.

Cusco é a antiga capital do império Inca. Hoje, é a cidade colonial mais bonita da América do Sul. Ninguém fica indiferente ao que aqui vê. Cada rua, cada casa, cada recanto respira história. Os espanhóis construíram por cima das casas e palácios dos Incas, numa tentativa de destruir a cultura andina. Mas os Incas não morreram, eles vivem cá, e Cusco é a prova disso. Quem aqui vem, de olhos abertos, vê antigos palácios, templos, ruas e lugares sagrados. Ouve-se o espanhol, mas também o Quechua, língua andina. Cusco existe como uma prova da imponência deste povo.

Cusco | © João Amorim

Peru é muito mais que Machu Picchu. Mas também é Machu Picchu. Chegar àquele lugar perdido, no meio das montanhas, rodeado pelo rio sagrado e escondido pelas nuvens, é uma benção. 2000 escadas, construídas pelos próprios Incas, separam-nos do sopé da montanha à cidadela. Nada do que os incas construíram foi feito ao acaso, e Machu Picchu é a prova disso. A cumplicidade entre o Homem e a Natureza é tanta que é difícil distinguir quando acaba a obra de um e começa a de outro. Machu Picchu faz-nos respeitar e admirar uma cultura que valorizava a Terra, um povo que conhecia e venerava o sol, os animais, as montanhas… no fundo, um povo que conhecia a Natureza e sabia o seu papel como fornecedora de Vida! Temos muito para aprender com eles e é um privilégio poder ter estado ali, naquele pedaço de história que eles conseguiram, com tanto esforço e sacrifício, proteger e esconder dos espanhóis.

Machu Picchu | © João Amorim

Quase todos sonhamos com, um dia, visitar Machu Picchu. Espero ter-vos deixado com o sonho de, um dia, visitar o Peru! Acompanhem-me na minha próxima viagem!


Texto e foto de capa: João Amorim

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