Dia 3

DJ Nigga Fox - foto: Ruc

DJ Nigga Fox – foto: Ruc

Como é apanágio, mais um dia do Palco RUC começou com actuação de DJ da casa, desta feita por Francisco Monteiro. Daqui, passámos para Sauvage FM na sua performance live drum. O DJ francês apresentou a sua sonoridade com ritmos de música do mundo adaptados à dancefloor e acompanhados por um baterista. Uma simbiose que resultou muito bem e surpreendeu o público que ia chegando.
Os pézinhos de dança foram crescendo exponencialmente (bem como a moldura humana) com as actuações seguintes a não darem descanso. A editora Príncipe Discos deixou uma forte marca. Também com música do mundo (neste caso, africana) de dancefloor, mas num ritmo ainda mais intenso. Primeiro, com o back-to-back de DJ Maboku e DJ LiloCox e, por fim, com o mais conhecido DJ Nigga Fox a fazer festa até às 6 da manhã. Foi uma noite muito animada e muita enérgica num palco que respirou exalação de vida. Uma Festa com F grande.

Dia 4

Ansome - foto: Ruc

Ansome – foto: Ruc

O último dia prometia mais uma noite temática (é habitual a RUC apostar em nichos musicais, o que resulta num vasto ecletismo), desta feita, dedicado ao techno. Com os DJs RUC José Sousa e Liliana Carvalho a, respectivamente, abrirem e fecharem o palco no seu último dia de existência; os kicks e snares estiveram sempre presentes.
O irlandês Eomac abriu para um público ainda diminuto mas, nem por isso, se mostrou menos empenhado na sua execução técnica. Fruto disto ou do simples evoluir da noite (e do término da actuação de Sam the Kid e Mundo Segundo no palco principal), o que é certo é que a sua actuação acabou já com um palco praticamente cheio (excluamos a zona relvada que serve para momentos de convívio mais relaxados e para sestas de quem vai tendo uma noite intensa).
Execução técnica ainda mais exigente teve de levar a cabo o senhor que se seguiu, o natural da Cornualha Ansome que, num espetáculo 100% analógico com recurso a uma panóplia muito extensa de material electrónico, apresentou um som ainda mais industrial que pôs pessoas que não são fãs confessas do género a não conseguir não ser envolvidas pelo mesmo.

Foi mais um ano do Palco RUC, oferta alternativa que ocupa metade dos dias do Palco Secundário da Queima das Fitas de Coimbra. Para o ano, promete voltar e, até lá, diariamente mostra o que aqui mostrou e mais… no ar.

 

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Cláudio Valério

Coimbrinha mais novo que o fantasma do Kurt Cobain. Estuda ciência, mas vai passar a estudar letras. Fã nº1 do Lidl.

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