Trip-Soul-Funk-Groove-Hop com selo nacional, mas que podia perfeitamente vir de outra parte do mundo, os Orelha Negra  espalharam coloridas sombras sonoras no Theatro Circo – Braga.

Não sendo eu um completo fã do projecto, ainda assim reconhecendo o valor e o arrojo do conjunto, valorizando ainda os diversos percursos individuais que desaguam em Orelha Negra, fui até ao Theatro Circo com as expectativas em alta. O recente tema “A Sombra” a isso obrigava.
Mais do que não desiludido, sai do concerto quase quase de queixo caído e com os níveis de adrenalina em alta; dos originais aos medleys, um concerto capaz de incendiar qualquer cenário e que vai provavelmente deixar marca pelos palcos. Numa sala onde se assiste -obrigatoriamente- aos concertos sentado, levantei-me por um par de vezes para dançar. No fim todos se levantaram para aplaudir.
Difícil salientar ou individualizar quando o conjunto se supera, difícil descrever quando a soma de estilos e géneros suplanta um qualquer rótulo adesivo. Orelha Negra é para te deixares levar e curtir.

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Agradecer ao Paulo Nogueira e ao Theatro Circo pelas fotografias (todas as fotografias com “direitos reservados“).

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Francisco Barros

- Realizador e locutor radiofónico nos 90´s com "Rockodromo" & Outros
- Proprietário da extinta "Crash-Discos".
- Vocalista em "Model".
- Passador de música e performer em "Robotic Sessions".
- Musico experimental & Ocasional
- Colaborador e Ex-colaborador em diversas publicações nacionais e locais.

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