E então, que medo, caíram torres:

…”A CULPA É TUA!” “Não, a culpa é vossa!” “A culpa é deles e ponto final…” “NÃO!?…”

É a conversa que se arrasta, há 15 anos, não muda nada. A violência, e qualquer um que seja o culpado, alcançou a puberdade e fez-se adolescente. Começa a ter ideias próprias, manias e, principalmente, a vontade de defender o seu fundamentalismo com unhas e dentes.

…”A CULPA É TUA!” “Não, a culpa é vossa!” “A culpa é deles e ponto final…” “NÃO!?…”

…”Nós vamos salvar o que resta do nosso mundo, das nossas manias e da nossa fé (inabalável).” “Defenderemos a ideia abstracta de que temos a obrigação fundamental de defender a nossa ideia abstracta contra a vossa ideia abstracta de um ser superior invisível.” ” De uma tal democracia inexistente o de uma tal inexistência invisível.”

…”A CULPA É TUA!” “Não, a culpa é vossa!” “A culpa é deles e ponto final…” “NÃO!?…”

Seguimos, em apatia auto-referente,  como público maravilhado pelos efeitos pirotécnicos das quedas de torres (aqui e ali…), das implosões, dos aviões e das travessias de mares rumo a terras prometidas que ninguém pode disponibilizar. Seguimos, em apatia auto-infligida… Seguimos!

…”A CULPA É TUA!” “Não, a culpa é vossa!” “A culpa é deles e ponto final…” “NÃO!?…”

Seguimos, assim, completa e absolutamente convencidos de que somos os únicos com razão (ou sorte) contra todas as possibilidades do irreversível… Só que não mas talvez quem sabe…(?)

…”A CULPA É TUA!” “Não, a culpa é vossa!” “A culpa é deles e ponto final…” “NÃO!?…”

E então, que medo… Que merda!… Caíram torres e há de cair sobre o planeta a ira de nenhum deus. Assistiremos, assim perplexos, ao fim da era dos dinossauros. Vítimas e predadores de nós mesmos, irreversivelmente, para sempre!

…”A CULPA É TUA!” “Não, a culpa é vossa!” “A culpa é deles e ponto final…” “NÃO!?…”

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PAR

Sou muitos por cento H2O o que quer dizer que fervo a 100 e congelo a zero... tenho muito para dizer mas só digo quando quero.

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