Um dos “medos” da direita é que o novo imposto sobre a riqueza e não poupança, se tiverem dúvidas quanto à diferença de significado, sugiro que consultem o dicionário, mas nunca, nunca ouçam certas bestas a dissertar sobre o assunto na televisão, fica o conselho, é que vá recair na “classe média”, (houve um cálculo feito por uma das bestas da televisão, e escusam de vir com a cena de que à pouco eu escrevi exactamente o contrário, olha para o que digo não olhes para o que eu faço!) a este argumento nem sequer me vou esticar muito, porque corria o risco de parecer ridículo, bem mais ridículo que esses da “direitalha” neo-liberal e ressabiada que abundam por aí à fartazana, apenas um pequeno pormenor, essa “classe média” com que estão tão preocupados é a mesma que o governo PAF tentou exterminar, já para não falar na classe baixa, deixada de rastos e não foi na rua da amargura mas sim numa qualquer estrada em terra batida toda esburacada perdida neste nosso pedaço, que é quem sempre a que paga a factura e não bufa, ou bufa pouco. Mas dizia eu, “classe média”, que é aquela que usufrui, conforme toda a gente sabe, imóveis acima de 600 mil euros, fazendo assim um raciocínio mais ou menos rápido e até simplista, ora se alguém possui imóveis com esses valores, isso quer dizer que, necessariamente, terá que ter bem mais do que esses montantes noutras formas e feitios, alguns deles em outros destinos geográficos, vulgo paraísos fiscais, isso parece-me infantilmente lógico.

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Outro desses medos é que o investimento não seja atraído para o país, entenda-se, investimento para beneficiar alguns dos comparsas pafinianos, tal qual as moscas são atraídas para a merda, e até possa se deslocar (fica sempre bem estes términos financeiro-enganadores) para outras bandas. Quanto a este argumento já me arrisco a borratar aqui umas linhas, ora se o investimento não se dignar a che(a)gar a estas terras, isso quer dizer que, a tendência para continuarmos a ser explorados até ao tutano, que é o que tem sucedido até agora, decresce indubitavelmente e isso parece-me óptimo, porque ao deslocar-se para outros territórios (já estou com pena desses outros territórios) quer dizer que poderemos ter a oportunidade de tomar a vida nas nossas mãos e assim começarmos, finalmente, a decidir o nosso futuro, esse que tem sido ceifado pelo tal investimento fofinho desde há muito tempo, demasiado tempo.

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Sendo assim, e se se advir o cataclismo que a direitalha neo-liberal receia, nós, os que pagamos sempre e quando os senhores que esmifram o poder rebentam com esta merda toda, nada temos a recear, antes pelo contrário.

Para que algo de realmente novo surja, não bastam reforminhas aqui e ali, isso só fará arrastar o corpo moribundo deste estado a que chegamos, pelo menos até que os que detêm o poder se adaptem e acreditem que estes adaptam-se muito rapidamente, se lhes dermos esse tempo.

Mikail Bakunin: “Quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução.”

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O que é preciso é uma ruptura total com tudo isto, um novo começo, só do caos e da destruição poderá surgir algo novo, para isso somos precisos todos, não é um sistema fechado, pode e deve ser aberto a toda a participação, vão ver que não se arrependerão, porque podemos e devemos aprender com os erros passados, quando não soubermos como fazer saberemos certamente como não fazer e isso é um grande princípio para a criação do novo.

Guy Débord: “A vitória será daqueles que souberem provocar a desordem sem a amar.”

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Miguel Pedro Carvalhais

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