Maria Gadú! Como dizer o que se quer dizer quando não há o que dizer, pois se o que se diz é bom o mau não interessa mesmo nada? Respeito muito profundo pela qualidade artística de um espectáculo muito fora da direcção que esperava eu que tomasse.

Maria Gadú| © Alnecaro / Irreversível

E coisas e coisas e coisas e a morte de Luiz de Melodia (Que é de se chorar para sempre!) e um inesperado (E muito bem executado!) “Ne me Quitte pas” astro-espacial e percussivo, quase paranoicamente maravilhoso!

E canções, e voz, e os silêncios que só fazem valorizar os momentos de voz. Uma plateia SOBRELOTADA e atenta, cheia de carinho pelos excelentes artistas, seja a central MARIA ou os absolutos colaterais (Grandes, grandes músicos.) Federico Puppi, Lancaster Pinto e Felipe Roseno. A vibração fica nos cílios, e na pele, por horas e mais horas. O bis foi praticamente outro show.

Homogéneo, liso e impecável, sim, eram essas as palavras que me corriam pelo centro nervoso do corpo. Só posso dizer que esteve irrepreensível e sensível e muito bem construído. Básico como os tambores, muito bem executado e simplesmente mágico, como a percussão irreversível que acompanhou de forma exímia o espectáculo desta (Muito madura e centrada!) Maria Gadú, que provou não ser só mais uma no vasto panorama musical brasileiro. (Nem só de Shimba vive um Laiê…)

Parabéns à Máquina de Gelados do Theatro Circo de Braga por nos ter oferecido este momento.

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Foto de capa © Alnecaro / Irreversível

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PAR

Sou muitos por cento H2O o que quer dizer que fervo a 100 e congelo a zero... tenho muito para dizer mas só digo quando quero.

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