No próximo dia 22 de Junho, “No Man’s Sky” dará início a um big-bang digital, em que serão criados instantaneamente 18,446,744,073,709,551,616 corpos celestes, entre planetas e luas.Será tão vasto que seriam precisos 5 mil milhões de anos para visitar cada um desses locais, por apenas um segundo. A imensidão é tal que, mesmo com a componente multi-jogador, a probabilidade de encontrar outro jogador será diminuta, uma vez que todos começarão nos confins da galáxia, em diversos sistemas solares separados por distâncias impossíveis de percorrer nos primeiros tempos.
Alguns desses planetas serão tão grandes como a Terra, demorarão meses ou anos a serem percorridos a pé, e em cerca de 10% deles poderemos encontrar vida animal e vegetal, cuja morfologia e comportamento reflectirão as características particulares de cada planeta, como a distância a que se encontra da sua estrela, ou o tipo de elementos que constituem a sua atmosfera.O jogo terá a sua própria tabela periódica, e os diversos elementos terão que ser descobertos, extraídos e transformados de forma a levar cada vez mais longe a exploração do universo. O jogador que descobrir determinado planeta, local ou espécie terá o direito de o identificar e nomear, sendo a informação actualizada na “enciclopédia universal” do jogo.
Existirão culturas alienígenas, com os seus próprios idiomas que teremos que descodificar, e cuja interacção será fundamental para a evolução do objectivo primordial: chegar ao centro da galáxia.
É a magia da matemática e dos algoritmos, um processo de nome “procedural generation“, que gera automaticamente realidades, respeitando um conjunto de procedimentos e regras pré-estabelecidas. A criação não é aleatória ou anárquica, e como acontece no nosso próprio universo respeita e evolui a partir das leis fundamentais da física.
Embora não seja a primeira vez que seja utilizado num videojogo, é em “No Man’s Sky” que a “procedural generation” terá o seu primeiro grande teste.
Será a vastidão de um universo gerado através de procedimentos um desfile de lugares comuns, com planetas e espécies similares a reflectirem a falta do toque criativo humano?
Serão os parâmetros dos procedimentos abrangentes e liberais o suficiente para simular uma variedade de formas de vida que seja interessante descobrir?
Basicamente, será a vastidão de “No Man’s Sky” o seu próprio inimigo?
O conceito é fascinante, a expectativa é tremenda, os receios espreitam. Sean Murray, co-fundador da Hello Games, passou de desconhecido a super estrela em poucos meses. Hoje em dia é convidado para talk shows televisivos nos Estados Unidos, reúne-se com gente tão importante como o produtor e realizador de cinema Steven Spielberg ou o visionário Elon Musk, fundador e administrador de empresas como a Tesla, SpaceX e Paypal, entre outras.
Se a data de lançamento se mantiver e as expectativas forem minimamente concretizadas, 22 de Junho de 2016 será o dia de “No Man’s Sky“.

Jogo para as plataformas playstation 4 e PC.

Comentários



Luis Costa

Não mais deixarei intocável a minha divindade.
Ficarei à mercê do tenebroso juízo e assustadora pena, de todos quantos quiserem vislumbrar, porventura explorar, as fraquezas e timidez de um Deus da guerra, cansado de inconscientemente fugir da paz sempre adiada.
De futuro, caminharei ao lado do comum dos mortais.

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