foto. naku @ morguefile.com

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No escuro do meu quarto existem duas lâmpadas que nunca vão fundir, mas que se fundem. Ofusca-me a convicção desordenada pelo corredor do medo, esse coirão, que se julga ser um fantasminha brincalhão. Sabe lá ele que eu poderia escrever às escuras, porque os dedos na pele não precisam luz, existe a de presença, na entrega frenética legítima – essa suspeita que escapa por entre os dedos (as horas) mas que acaba sempre detida pela suspensão, momento perpétuo multiplicado por onze suaves paladares na cegueira ruffles originais ondulantes do céu da boca. Vive na cela I guess i was born bad da raíz quadrada do espectro da oitava cor do arco-íris. E vai ser condenada, por percorrer todas as ruas do teu corpo, comer as células do teu cérebro com as mãos, e fazer a digestão por detrás dos teus dentes harpa. Fuma um charro e sorri.
Porque, no meio da escuridão, há sempre luz até à corisca,
e um gato sem orelhas para acariciar sem fastio,
que não é mais que um poema louco de dentes mentais afastados.
Parou-se-me o relógio às 12:09.
Cigarro. Fotossíntese.

Comentários



Véronique S.

Tem os braços onde deveria ter as orelhas. Tem o coração onde deveria ter os olhos. Já as entranhas, costuma adormecer a mexer nelas. Qual criança que brinca com os cabelos até o sono à visitar.

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