Às vezes volta-me uma vontade de escrever umas coisas sobre o que se passa e depois revolta-me a vontade de não dizer seja lá o que for. Se querem contar trevos nos jardins de outrem que o façam e que levem seus telemóveis juntos.

foto: pauloramosartistadesenhistapoetafotografo

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Punhetas, televisão e sites porno, não exactamente nesta ordem mas assim de jeito a que nenhum deles me falte… Como pão, manteiga e canabis, assim, com certeza não nessa ordem que a larica vira tudo ao contrário.
Nem toda a mão tem 5 dedos!

Fogos postos por todo o país, florestas, flores ou frutos, tudo arde, tudo se faz cinzas para revolver à caça de bichos virtuais, sem virtudes, sem características raciais nem bases culturais do meu povo que lava no rio e navegou os setenta e sete mares que havia para ir aos temperos que vinham dos 4 cantos do planeta esférico, sulfúrico, assimptótico… fico tonto com palavras e de expressões.

foto: pauloramosartistadesenhistapoetafotografo

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Desemprego, punhetas, sites de busca… limpar o chão! Cidadãos eternamente enrabados e a pedir mais… e mais!
Doce de abóbora a ferver numa panela, ferve a mente à procura de respostas para tanta bosta, tanta merda, tanta coisa pouca que parece muito aos olhos dos desarvorados. (Só que não, meu irmão… só que não, mesmo!)
Nem toda a mão tem 5 dedos.

As barbas passeiam-se nas ruas, que são moda e fazem-se símbolo de uma raça ameaçada de extinção, com bichinhos virtuais pendurados em seus fios de pelo e puxos, coques, farnicoques… coco ró cocó! Largá-los por aí e deixá-los correr como cães felizes que não fazem a mínima ideia do abandono que se achega.

Consulta marcada e centro de saúde, horas depois de horas. A maior parte tem um cancro aqui ou ali. Aqui na minha carne só hipertensão e depressão e outros para engolir comprimidos! Portugal a fugir à sanção por que sim ou por que não ou por que acho que talvez não sei mas agora já não interessa nada!

Lá fora as árvores queimam-se, incendeiam-se e incentivam a monocultura de uma outra árvore, que não nos pertence, que parece que dá lucro de papel, mas outra vez não, não, não e mais uma vez não… não se podem construir submarinos de papel.

foto: pauloramosartistadesenhistapoetafotografo

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Notícias ressessas, jogos de caça a bichos virtuais e punhetas, não exactamente nesta ordem mas assim de jeito a que nenhum deles me falte… E assim dizem, recontam a vida. E que tudo seja, que tudo haja… E que todos ajam o mais depressa possível.
Nem toda a mão tem 5 dedos.

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PAR

Sou muitos por cento H2O o que quer dizer que fervo a 100 e congelo a zero... tenho muito para dizer mas só digo quando quero.

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Diziam que o mundo acabava em 1999, sem dia certo.

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