Elas andam para aí a saltitar… Saltam aos olhos de quem quer ver e para o coração de quem gostar. São Marias e são de papel… Marias Paperdolls são o trabalho plástico de Cláudia Nair Oliveira e quem melhor do que a criadora para falar da sua criação? Vamos então cobri-la de perguntas para saber mais sobre estas Marias!

Cláudia Nair Oliveira e as suas Marias Paperdolls – foto por Manuela Oliveira

– Quem é, de onde vem e para onde vai a artista Cláudia Nair Oliveira?
– A Cláudia é uma sonhadora. São os sonhos que me movem e vou atrás deles. Há uma frase com a qual me identifico muito: “O meu mundo não é como o dos outros, quero mais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito…”; sou assim.

(…) não me sinto apoiada por nenhuma instituição privada ou pública. Sinto-me apoiada pelas pessoas que admiram o meu trabalho e me dão energia para continuar a acreditar na missão deste projecto.
– De onde surgiram as Marias Paperdolls e o que é que elas pretendem?
– As Marias surgiram da vontade de criar uma tela onde eu pudesse trabalhar a minha criatividade, onde eu pudesse retratar de forma artística a minha inspiração, uma tela que me permitisse contar uma história única em cada criação. Mais do que uma ilustração, o objectivo é que a tela tivesse uma simbologia… As Marias Paperdolls pretendem contar histórias, mostrar ao mundo tradições, agitar mentalidades, defender causas, mostrar a simplicidade que é a vida, a felicidade, o amor.

– Onde se pode ver, admirar, ou adquirir as Marias? Podes fazer uma lista descritiva dos “ondes” em que já estiveram, estão e estarão?
– Em Portugal, as Marias Paperdollls estão à venda em vários espaços como: loja Luís Cerqueira Interiores, Casa Moura, Loja da Universidade do Porto, ACASAdaBoavista, (Porto) e no Museu da Água (Lisboa).
No estrangeiro, estão na Funky Table e Toscana Twist (Itália), Isotta e Dockstore (França), La chiquita (Espanha); e já marcaram presença em Feiras Internacionais como: Maison et Objet (Paris), LifeStyleInterior (Tóquio), Alberta gift fair (Canadá).
Em exposições: em espaços da rua Miguel Bombarda (Porto), no Centro de Documentação da Bugiada Sobrado (Valongo), no Centro Cultural de Cascais, no Palacete Visconde de Balsemão, na Casa Diogo, na Loja interactiva do Aeroporto do Porto, no Espaço Porto Cruz (Cais de Gaia), na ACASAdaBoavista e no Porto Welcome Center, estes últimos locais todos no Porto.

Marias Paperdolls – foto por Maria Escaleira

Quais são as possibilidades de expansão e diversificação das Paperdolls? Poderá, um dia, vir a haver uma colecção de “Manéis”?
– Ainda me sinto muito confortável com esta tela. E tem um simbolismo muito grande para mim tendo em conta que a minha filosofia de projecto são as mulheres os seus direitos.
Mas claro que ainda há muito por fazer e inovar não está fora dos meus planos. Com a versatilidade da tela, tudo é possível e concretizável e, no dia em que sentir que os “Manéis” precisam de contar algo, de terem uma “voz”, então aí, rapidamente crio uma identidade para eles.

– Arte ou artesanato, em Portugal, há lugar para estas expressões? Ou andamos ao sabor de modismos e/ou tendências outras? Quem, na tua opinião, a nível institucional, seja público ou privado, quer promover os fazeres artísticos deste jardim de marinheiros?
– Arte ou artesanato? Uma pergunta bem pertinente e sem uma resposta concreta. Talvez, um pouco dos dois: a humildade do artesanato e a grandeza da arte.Eu sou uma apaixonada pelo artesanato mas, infelizmente, não posso, nem quero subvalorizar o meu trabalho. O que acontece, lamentavelmente, muitas vezes, é que o artesanato não é valorizado como deveria ser. Por outro lado, também tenho consciência de que a arte não chega a todas as pessoas. Não quero que isto aconteça com o meu trabalho, quero que as Marias tenham um longo alcance e proximidade, sobretudo, que possam conquistar a empatia de quem as leva para casa. As Marias Paperdolls são um prolongamento de mim. São muitas horas dedicadas a uma peça que pretende sempre ir de encontro a um indivíduo, a alguém que crie uma ligação especial com a história que ela conta. Em tom de brincadeira, digo muitas vezes que as Marias são minhas filhas e, por isso, quero o melhor para elas, o melhor lar, com pessoas realmente humanistas, genuínas e apaixonadas pela arte e pela vida.
Relativamente aos apoios institucionais, não me sinto apoiada por nenhuma instituição privada ou pública. Sinto-me apoiada pelas pessoas que admiram o meu trabalho e me dão energia para continuar a acreditar na missão deste projecto.

– Para as Marias Paperdolls o que é irreversível?
– Irreversível, para as Marias, é não deixar de acreditar na Humanidade. É acreditar que o sonho comanda a vida e que, se lutarmos, tudo se torna possível e atingível.
No dia em que eu deixar de sonhar. E se deixar de acreditar. As Marias Paperdolls deixam de ter significado e a sua essência morre.

Marias Paperdolls – foto por Cláudia Nair Oliveira


A este, que vos traz as Marias Paperdolls a conhecer, fica o seguinte:
As Marias são a sublimação de uma representação no feminino. São a densidade da mulher na transparência do papel. São um mergulho na memória do que nos toca no mais profundo, seja a mãe, a amiga ou a diva!

Comentários



PAR

Sou muitos por cento H2O o que quer dizer que fervo a 100 e congelo a zero... tenho muito para dizer mas só digo quando quero.

Publicação Anterior

Motivos para respirar de alívio? Nem por isso.

Proxima Publicação

A magia do Novo Circo ganha fôlego em Guimarães