Depois de uma primeira volta equilibrada, na qual nenhum dos candidatos foi muito além dos 20%, os franceses mobilizaram-se e deram uma vitória esmagadora a Emmanuel Macron, que segundo as projecções avançadas pela imprensa terá obtido 65% dos votos.
Motivos para respirar de alívio? Nem por isso.
A batalha contra a nova vaga de fascismo que ameaça a Europa está longe de estar ganha. Quando a extrema-direita de Marine Le Pen consegue 35% dos votos, todo o cuidado é pouco. Eles estão à espreita, com a bênção de canalhas como Donald Trump ou Vladimir Putin, e já disputam eleições em países como a Holanda e a Áustria, estando no poder na Hungria e na Polónia, o que é particularmente irónico, depois de tudo o que os polacos sofreram às mãos dos nazis.
A Europa tem um sério problema para resolver, que não pode ser empurrado com a barriga, e esse problema começa nas sedes dos partidos tradicionais do centro, descredibilizados por sucessivos escândalos de corrupção, tráfico de influências e fraudes variadas, e na própria União Europeia, cada vez mais uma oligarquia obesa, incapaz de dar respostas aos grandes problemas que alarmam os europeus, refém do terrorismo financeiro. O tempo corre contra a democracia but we live to fight another day. And, by the way, go fuck yourself, fascist Le Pen.

Emmanuel Macron – Foto RTP

*Imagem de capa – Emmanuel Macron – foto Stock News USA

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João Mendes

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