– Ainda não tomei o terceiro café. É reversível, a máquina está mesmo ali, insinuosa. É irreversível após o quinto café, a diarreia e os tremeliques. Vem ter comigo uma promiscua vontade de trazer a termos da cevada, sempre conseguia reverter as fezes líquidas. Mas não seria tão forte e teclava com as pestanas. Fumo um cigarro enquanto escrevo estas linhas, e o vento frio reverte contra mim. Já levei com cinza nas bistes, mas é tão sensual o cabelo esvoaçar como esvoaça os papeis das testemunhas de Jeová. Visão por demais reversível. Só têm de dar ao ckickes. Curisca ao chão. Faz frio cá fora. É irreversível a reversibilidade neste encontro descarnado e provido de fórmula Excel.

foto:  FidlerJan @ morguefile.com

foto: FidlerJan @ morguefile.com

– Isso que dizes é Irreversível? Hoje pensei em tudo o que é irreversível. Ou pensei em quase tudo, porque tive momentos de labuta. Dei por mim a pensar que é irreversível quando um espermatozóide entra no óvulo e deixa o rabixo cá fora. Por isso, de entre 500 milhões deles, tu, eu, nós, quem somos? Os irreversíveis. Não te sei dizer ao certo quantas as vezes que vi os incríveis, mas foram milhões de vezes.

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Véronique S.

Tem os braços onde deveria ter as orelhas. Tem o coração onde deveria ter os olhos. Já as entranhas, costuma adormecer a mexer nelas. Qual criança que brinca com os cabelos até o sono à visitar.

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