Vivemos na virilha do esquecimento das horas mortas pelo bocejo? Vivemos no entroncamento mosquedo dos pensamentos barejedo brejeiro? Enquanto tomas a tua meia de leite e comes um bico, de pato, há um agente secreto inspector gadget versão 0.0 a mecar-te a, ainda, tenra mansão e os movimentos sedutores em carros estacionados na primeira estação de serviço após retirada de ticket apetite.

foto: Hotblack @ morguefile.com

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Ele toma um café e tira apontamentos ciumentos, e mais tarde, já mais tarde, sim, acaba por bater uma, porque os seus olhos são escuros como a noite e líquidos como a água, lubrificados entre a atracção de roubar momentos e o simples estágio flácido insistente na carne. Não me parece que estejamos muito interessados nisto ou naquilo, apenas no desejo que desmaia de cansaço e na cura para a infecção que absinta o pensamento roupa estendida ao vendaval. E neste encontro descarnado, estamos nós por aqui, a sermos vigiados por mentes embalsamadas a tinta robiabosta forradas a betume à posta. Nós que somos um exército de botas com pó, camisa aberta, gola levantada e cabelo brilhante esculpido, só ainda não o sabemos ou andamos somente distraídos.
Então, “let´s share a drink and step outside”.

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Véronique S.

Tem os braços onde deveria ter as orelhas. Tem o coração onde deveria ter os olhos. Já as entranhas, costuma adormecer a mexer nelas. Qual criança que brinca com os cabelos até o sono à visitar.

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