homem-sentado-no-banheiro_318-29212Cagava tranquilamente um português, desses que nunca vota mesmo que a secção esteja instalada na sua sala, quando ouve o anúncio, em longínqua televisão, de que, para um bem ou para um mal, o governo do país ter-se-ia esvaído antes mesmo de começar a comer às nossas expensas.

Naquele momento exato parou de cagar… foi assim como se lhe tivessem metido uma rolha no esfíncter anal.

“Pensam, uns, que serão mais capazes que outros, apenas, e unicamente, por que sim? Só que não!”
“Pensam que essa constante alternância entre grupos, que não sabem governar qualquer coisa que não sejam os seus mundinhos corruptos e submarinos, é a forma mais eficaz de atender às necessidades dos cidadãos?”

Esses discursos ouvidos e os esforços para perceber seus sentidos e onde pretendem chegar fazem-lhe sentir obstipado e com vontade de telefonar a um 760 + qualquer coisa, para ver se ganha umas isenções, de impostos, em cartão, papel jornal ou pelo menos higiênico! Só que não! Melhor pedir que ponham o NIF em suas faturas. Até por que o cartão é muito desconfortável para limpar o rabo e os lindos boletins de voto, tão em voga nos anos setenta, devotos, fazem-se demasiado esporádicos nos dias correntes.

Mas, então o possível governante, de um novo possível governo igual aos outros governos antes do dele, inicia o seu discurso de futuras ações, futuras aplicações, futuros que ninguém vê nem prevê… e isso faz, como que por um passe de mágica, voltarem ao normal os seus movimentos peristálticos, sente que não havia novidades no novo discurso como não as houve no mais antigo e no anterior a este… nem na postura e muito menos no respeito.

Assim, pode voltar a cagar-se naturalmente, normalmente, calmamente… irreversivelmente!

Ó cu mal lavado, quantas das tuas hemorróidas estão nas pregas de Portugal?

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PAR

Sou muitos por cento H2O o que quer dizer que fervo a 100 e congelo a zero... tenho muito para dizer mas só digo quando quero.

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