Acabei hoje de ver a quarta temporada desta série, e já conto os dias para o seu regresso, em Fevereiro de 2017.
Mais um excelente original Netflix, “House Of Cards” segue os passos do casal Underwood no seu percurso implacável através das mais altas esferas políticas em Washington DC.
Intriga política de alto nível, mas que não se dispersa e mantém os alicerces bem firmes na caracterização das personalidades fortes de Frank e Claire Underwood.
O argumento é muito bom – com momentos de puro génio! – e nunca comete o erro de ser previsível, faculta ao espectador apenas algumas peças de um puzzle que se vai construindo nos bastidores, e os seus desfechos são frequentemente desconcertantes e inesperados.

Kevin Spacey interpreta aqui a personagem mais marcante da sua carreira, algo que significa bastante para um actor do seu calibre, com uma carreira premiada e uma mão cheia de papéis imortalizados.
A seu lado, a escultural e inebriante Robin Wright revela-se a grande surpresa, senhora de uma interpretação contida e repleta de nuances, expressões e olhares subtis, uma postura com uma classe inabalável que funciona em pleno e cria uma dinâmica diabolicamente perfeita com a agressividade habitual de Spacey.
Um batalhão de competentes actores secundários assegura sempre a qualidade do elenco ao longo das quatro temporadas disponíveis.
Impossível deixar de salientar todo o trabalho de produção, que nos leva dos cantos mais obscuros da capital norte americana às salas mais opulentas da Casa Branca, numa viagem credível que surpreende pela ambição.
No comando das operações, são muitos os realizadores que assinam os episódios desta série, David Fincher, James Foley, Joel Schumacher ou Jodie Foster, entre muitos outros.
E o investimento compensa, pois a qualidade é total.
Uma produção que aconselho a todos, uma série verdadeiramente essencial, não só para os apreciadores habituais destas temáticas relacionadas com a intriga política, mas para o público em geral.

Comentários



Luis Costa

Não mais deixarei intocável a minha divindade.
Ficarei à mercê do tenebroso juízo e assustadora pena, de todos quantos quiserem vislumbrar, porventura explorar, as fraquezas e timidez de um Deus da guerra, cansado de inconscientemente fugir da paz sempre adiada.
De futuro, caminharei ao lado do comum dos mortais.

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Por qué no te dejas de mierdas? Hum? Carago ma quilhe.

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