13236297_10201748897720670_237892683_nFast Eddie Nelson vai andar pelo Minho no próximo fim-de-semana, especificamente no Porta 253 – Braga, CRU:Espaço Cultural – VN Famalicão e Sé La Vie – Braga.
A Irreversível, em conjunto com o CRU:Espaço Cultural, aproveita a ocasião para dar a conhecer um pouco mais de Fast Eddie Nelson em formato de uma pequena entrevista:

– Fast Eddie, sempre tive curiosidade de saber de onde surgiu o nome…?!
– Curiosamente nada tem que ver com a música. Eu costumava jogar bilhar com amigos e um dia estávamos a ver um filme intitulado The Hustler, no qual o Paul Newman representava o papel de um jogador de pool chamado Fast Eddie Felson, e surgiu logo o trocadilho com o meu nome Nelson. A alcunha pegou e decidi usá-la como nome de guerra.

– Os palcos, os discos, são uma guerra?
– Não, isso é tudo tranquilo. A guerra é a hora de decidir o que gravar e em que moldes. Escrevo muito mais do que aquilo que consigo editar e esse conflito é que é tramado, o resto é tudo simples.

– O que é o novo projecto Moonshine Productions
– É um sonho antigo. Criar uma plataforma que permita a músicos portugueses e estrangeiros tocar em Portugal minimizando os gastos com estadia e bookings de concertos, que são muitas vezes razão porque alguns espectáculos não se realizem. Cruzar energias entre artistas, proporcionar-lhes as melhores condições possíveis, providenciar-lhes o que necessitem, estadia, alimentação, equipamento, divulgação e no final, o total das receitas geradas reverterem para o artista. Acho que se criarmos uma rede de ajuda entre artistas, podemos todos chegar a mais público num maior número de cidades e países.

12963809_1605948229731078_1117257828788855495_n– Os palcos com Fast Eddie e a Moonshine Productions são 2 amores que merecem a mesma atenção? Ou tens ainda mais amores?
-A minha vida está cheia de amores, sou pior que o Marco Paulo. Acho que o truque é esse, encararmos as coisas com paixão. Assim dedicas muito mais energia ao que fazes e é mais fácil entusiasmares outras pessoas. Os palcos de Fast Eddie Nelson são a energia que dedico à minha música e os palcos da Moonshine Productions são a energia que dedico à música de outros. Energia + energia = Bué de energia!!

– O que influencia/influenciou o Fast Eddie?
– Tudo. E não consigo ser mais específico.
Na música é tudo e mais alguma coisa. E no resto também!! A comida, os amigos, o mar, os Monty Python, a areia da praia. Tudo.

– Gostava de saber o que andas a ouvir ultimamente?
-Tenho andado a ouvir o disco All Is Sound, uma parceria entre The Fellow Man e We Bless This Mess, o último dos Dirty Coal Train e ontem passei a tarde toda a ouvir os Megadeth.

– A componente visual nos concertos é algo que Fast Eddie tem conta, ou o estilo, a viola, a voz, e até o estar descalço sempre foram assim?
– Nunca pensei muito nisso. Gosto de tocar descalço porque gosto de andar descalço. Quando está frio não dá. Os músicos que tocam comigo vestem-se como lhes apetece, e eu também. Disseram-me uma vez que tinha pouca presença em palco, e então decidi engordar mais um bocado.

13162362_10154902664323677_1532045261_n– Num momento como o actual, onde os festivais de música para os mais jovens em Portugal tem alinhamentos com bandas de tudo menos de Rock & Roll, onde o Agir ganha prémios, e as discotecas estão cada vez mais cheias, que caminho prevês para o Rock nacional ? Para além disso, que caminho prevês para o Fast Eddie?
– Prognósticos só depois do jogo… Não antevejo nada, não me apetece nada fazer futurologia. As coisas são como sempre foram. As pessoas vão onde querem. ‘Ah, não gosto do alinhamento do festival x’ – ‘Então não vás pá!’
Quanto aos prémios só enganam quem não sabe do que há de gostar. Compra o disco do gajo com prémios, é porque deve ser bom. Ainda quanto aos festivais, não sei se concordo inteiramente com essa afirmação, existem mais eventos de menor dimensão que continuam a mostrar muito Rock & Roll. As pessoas deviam ser criteriosas quando escolhem para onde se vão divertir, e não pagarem uma pipa de massa para ir à marisqueira e depois queixarem-se que não gostam de marisco. Eu gosto muito de desfrutar o presente e posso-te dizer que estou a trabalhar no meu próximo álbum, estou entusiasmado com isso e com uma série de projectos que tenho pela frente, o resto logo se vê.

– O que é Irreversível?
– A morte é irreversível. O resto safa-se com um jeitinho. Os portugueses são bons com jeitinhos. É só a malta ter noção do que é capaz e dá-se um jeitão ao mundo.

Para esta troika de concertos Fast Eddie Nelson vai ter companhia na secção rítmica, Mr. Zen na bateria e de Mr. Di Vecchio no baixo. Fast Eddie mencionou que “gostaria de agradecer aos Hawks’n’Hounds por serem essencialmente os maiores.”

 

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Francisco Barros

- Realizador e locutor radiofónico nos 90´s com "Rockodromo" & Outros
- Proprietário da extinta "Crash-Discos".
- Vocalista em "Model".
- Passador de música e performer em "Robotic Sessions".
- Musico experimental & Ocasional
- Colaborador e Ex-colaborador em diversas publicações nacionais e locais.

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