Depois do sucesso da 1ª edição, uma das melhores beach parties europeias está cada vez mais com os pés bem assentes em areias nacionais. Dias 2 e 3 de Junho, alguns dos melhores DJs, MCs e produtores nacionais e estrangeiros vão transformar o Waikiki, na Praia da Sereia na Costa de Caparica, na mais apetecível pista de dança, a mesma que inaugura os festivais de Verão em 2017.

SEXTA | 2 DE JUNHO:
19:00 – Vitamine
20:10 – Møme
21:45 – Romare
23:55  -Matias Aguayo
01:50 – dOP
03:30 – Point G

SÁBADO | 3 DE JUNHO:
20:10 – Holly
21:20 – Pfel&Greem (C2C)
23:05 – Gramatik
00:45 – Etienne de Crecy
02:20 – Moullinex

PRÉ SUNSET @ Posto 9 | Praia do Rei | Entrada livre
Sábado:
16:00 – Local DJS
18:00 – Izem

Domingo:
14:00 -20:00: Brunch + Line up de convidados surpresa

BILHETES:
Sexta | 25€
Sábado | 30€
Passe 2 dias | 45€

A Irreversível esteve a conversar com um dos elementos da organização, Lucas Soulard Djaoudi, para descobrir tudo acerca deste Les Plages Électroniques Lisboa:

– De onde e a partir de quem surgiu o conceito do Les Plages Électroniques?
– Ora, a ideia surgiu quando, há 12 anos, Gabrielle De Villoutreys e Benoit Géli (na produção) decidiram que queriam fazer um evento dedicado à música electrónica que a levasse para um espaço digno e que fosse, para a altura, invulgar. Antigamente a música electrónica estava muito associada a raves e parties que não eram nem chiques nem para toda a gente. A ideia foi trazer-se esta música, a electrónica, para um espaço improvável e inesperado para o público – as praias de Cannes foram o lugar eleito.

– Se o Les Plages Électroniques tivesse um lema, qual seria?
– Desfrutar do poder da música com os pés na areia.
 – Como surgiu a ideia de o transportar para Portugal?
– A ideia nasceu passadas duas edições do festival Des Dunes Electroniques: um festival na Tunísia no cenário do Star Wars; mesmo no meio do deserto. A 1ª edição foi incrível mas, infelizmente, por razões políticas e sobretudo por razões de segurança, a 2ª edição não correu tão bem. Tínhamos entre 600 a 800 militares a assegurar a segurança da área porque estávamos a uma hora e meia da fronteira com a Líbia. Era inviável continuarmos com o festival, tivemos que o cancelar. Mas foi a partir daí que tivemos a certeza que queríamos continuar a exportar o projecto Les Plages Électroniques. Em 2015, quando decidimos que era altura de escolher um local e sabíamos que queríamos que fosse uma capital europeia, pouco levou até surgir a ideia de virmos para Lisboa. A ideia já estava em cima da mesa há quase seis anos e eu já conhecia a organização francesa na altura. Foi o momento certo e nem esperámos mais, a nossa primeira edição foi logo em 2016.

– O que é que vem acrescentar ao universo dos festivais portugueses?
– Os festivais portugueses são grandes e, além de muito influentes, têm na sua generalidade um carácter mais urbano. Neste caso, o Les Plages Électroniques é um festival que quer aproximar o público dos artistas que recebe. Há muita diversão e contacto dos músicos com quem está na pista de dança. É íntimo. Para além disto, estamos com os pés na areia, uma coisa que em Lisboa não existe.

– Há diferenças notáveis entre o público português e o francês, neste âmbito?
– Sim, há, particularmente quando falamos de faixas etárias. Em Portugal estamos a trabalhar com e para um grupo etário mais alta que começa nos 24, 25 anos para cima enquanto que em França falamos de um público mais jovem. Creio que isso passou a ser um ponto diferenciador nosso, o facto de termos decidido arriscar e sair dos circuitos mais comerciais. Quisemos ‘’escolher’’ o nosso público, de alguma forma ser mais elitistas.

– Se tentarmos descrever o cenário do Les Plages Electroniques, o que lá encontramos?
– Um festival familiar. Há um ambiente muito cool, de muito bom ambiente. Quase como um sunset na praia, mas prolongado.

– Entre as várias hipóteses que dá a costa portuguesa, porquê a Caparica?
– Há uma razão muito particular: a sua proximidade de Lisboa. Quisemos mesmo estar o mais próximo possível da cidade. Por outro lado, a Margem Sul já teve alguns festivais e queríamos distanciar-nos completamente disso. Aquela zona da Costa da Caparica, particularmente a Fonte da Telha não tem nada, são praias vazias. Aí vimos espaço para criar uma coisa de raiz.

Lucas Soulard Djaoudi

– Considerando a distância, o Les Plages Electronique providencia facilidade de estadia ou transportes?
Sim. Na verdade criámos uma parceria com a Fest Ticket que trata de tudo o que se refere a passes, alojamento e passes+alojamento. Em termos de transportes, devo admitir que foi e é uma das nossas prioridades, garantir transporte até Lisboa do início ao final do festival. Por isso mesmo vamos ter um serviço de Shuttles de ida e volta até Lisboa.

– Em termos de cartaz, temos DJ’s de toda a parte do mundo e com uma diversidade muito grande de estilos.  Qual é a ideia?
– A ideia é só uma, não seleccionar. Não queremos um tipo de música electrónica, queremos um festival para toda a gente que tenha boa onda e se queira divertir. Queremos um festival que, mesmo para quem não goste de música electrónica consiga perceber o que é, quais as suas vertentes e o que há além de um simples electro ou techno. Essa é a ideia.

Queremos que tenham boa onda, que se queiram divertir, gente que goste de música electrónica ou que tenha abertura de espírito para ouvir e descobrir o que ela é. 
– Como é que isso se enquadra num só festival?
– Em dois dias! Temos dois dias com artistas completamente diferentes e estilos muito distintos.

– É importante para vocês incluir nomes portugueses no alinhamento?
– Muito, é essencial! A prova disso é o Magazino. Actuou aqui, na primeira edição do Les Plages Électroniques Lisboa e no ano passado levámo-lo a Cannes. Isso é muito importante para nós.

– Que tipo de público estão à procura de agarrar?
– Não há um tipo de público em particular. Queremos que tenham boa onda, que se queiram divertir, gente que goste de música electrónica ou que tenha abertura de espírito para ouvir e descobrir o que ela é.

– Se o Les Plages Électroniques tivesse um lema, qual seria?
– Desfrutar do poder da música com os pés na areia.

– Como é que o Les Plages Électroniques  quer ser visto?
– Bom, vou fazer uma comparação com um festival de que gosto muito, o Calvi on The Rocks, em Córsega. É isso que queremos ser, o Calvi da Costa da Caparica.

– O que é Irreversível?
– É tragicamente irreversível faltar ao Les Plages Electroniques 2017. Não digam que não avisei.

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Miguel Sousa

Responsável pela agenda Irreversível.

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