Às vezes, gostava que o Sting experimentasse uma de raiva; que a Madonna perdesse de uma vez os 3; que o Prince fosse para a chuva dar um beijo de todas as cores; que o Bryan Ferry não desse uma de tão ciumento; que o George Michael se deixasse de paneleirices de sussurros descuidados; que os Foreigner não estivessem constantemente naquela de querer saber o que é o amor; que as bolas de Berlin não quisessem que alguém lhes tirasse o ar; que os Aerosmith não incentivassem a Janie a ter uma pistola; que os A-Ha não estivessem sempre a bater na mesma tecla para alguém os levar; que os Whitesnake parassem de ameaçar que já vão outra vez.
Muitas vezes gosto que me assaltem sons por entre o fato inteiriço mariposa e saúdo a manada de cabelos perfumados a haxixe. Na prova oral da ovelha que berra bocado que perde. E mesmo depois, na minha cumplicidade que esgravata para lá da tabuleta “proibida passagem – asfalto fresco”, avanço por entre o bolor das minhas veias e o cebadouro mental, até fazer ninho, no teu umbigo de cotão. Entrega musical. Orgasmo. Cigarro. Deixar a mente vaguear e não atalhar porque eu poderia viver no espaço entre os teus batimentos cardíacos. E o total abandono pelo corredor gretado de “Quero qui tudo máis vá pró inferno. Ouhouhouh”

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Véronique S.

Tem os braços onde deveria ter as orelhas. Tem o coração onde deveria ter os olhos. Já as entranhas, costuma adormecer a mexer nelas. Qual criança que brinca com os cabelos até o sono à visitar.

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Que merda é esta