Electric Man é Tito Pires que, depois de se lançar a solo e trazer ao mundo o álbum de estreia homónimo, está de regresso com Electric Domestique. Mais que o nome do novo single e do álbum previsto para o próximo Outono, Electric Domestique é o nome da materialização de um processo de produção caseiro.
Esta aventura de exploração Do It Yourself em formato “one man band“, por entre as paredes da sua casa, vê agora revelada a primeira amostra, 4 minutos de batidas electrónicas em dissonância com criativos riff de guitarra que apresentam a personalidade e identidade musical de Electric Man.

O vídeo que ilustra o tema é mais uma re-afirmação do artista, filmado com a sua câmara de criança, conduz-nos por entre imagens recentes e antigas, contando a história de Tito e/ou de Electric Man.

Segue a conversa Irreversível:

As vantagens têm-se revelado em maior número, sem qualquer dúvida. Não houve mais faltas a ensaios nem ninguém desmotivado.
O recente lançamento de “Electric Domestique” aguçou o apetite para o novo disco que vai ser lançado ainda este ano. O que podemos esperar?
– Um álbum honesto, cheio de identidade e, espero, algo surpreendente. É um álbum feito em casa e que tira o melhor proveito desse facto. Percebi com o tempo que este “do it yourself” em ambiente caseiro faz parte da estética que fui criando e, por isso, deve ser explorado e não ignorado ou escondido.

Quais as maiores dificuldades de um projecto a solo? E as vantagens?
– As vantagens têm-se revelado em maior número, sem qualquer dúvida. Não houve mais faltas a ensaios nem ninguém desmotivado. Além disso, como deves imaginar, há uma plena sintonia no que respeita ao gosto musical e de tudo aquilo que está a ser criado, e sinto-me muito bem a compor sozinho.

Estou bastante curioso por ver Electric Man ao vivo, vamos assistir a um “one-man-band” ou em palco vais-te fazer acompanhar de outros elementos? O teu processo criativo tem essa questão como foco ou acaba por não ser importante?
– “One man band”, sem dúvida. Não só pela afirmação do conceito ao vivo, mas também porque não quero estar dependente de mais ninguém nesta fase. Quando componho tenho que ter em conta esse facto. Depois há, claro, pequenas adaptações no formato ao vivo porque é preciso dar mais uma volta para gravar um loop, etc. Coisas que ao vivo são necessárias, mas no disco não fazem sentido… Ao vivo perde-se apenas a partilha e a cumplicidade que há em palco entre um grupo e que é mágica, bem sei. Tinha, por isso, receio de ir sozinho para a estrada, mas até agora tal ainda não aconteceu.

Electric Man – Foto por Ana Cláudia Silva – Direitos Reservados

O que influencia a tua música?
– Tudo, na verdade, mas essencialmente aquilo que vou ouvindo. Estou sempre à procura de coisas novas e super atento a pormenores de construção e produção de músicas que me agradam. Curiosamente são, por norma, as coisas mais simples que mais me entusiasmam. Depois tenho, claro, referências mais antigas que certamente também marcam aquilo que faço. No entanto tento sempre fugir delas, pelo respeito que lhes tenho e principalmente porque quero muito fazer algo meu e não algo semelhante a uma referência minha.

Perante o cenário musical nacional pensas no projecto num contexto internacional?
– Tenho, pelo menos, essa curiosidade. Por aqui rapidamente se repetem os espaços e começa a apetecer algo mais. Espanha está mesmo aqui ao lado e muitas vezes nem pensamos nisso. Poderá ser um começo.

O que é Irreversível?
Irreversível é, por exemplo, um álbum depois de publicado. Ganha vida própria a partir daí sem que tenhamos grande controlo no seu crescimento, e não o vais rectificar depois de o lançar. Tens que estar bem certo do que ali tens… o que nem sempre é fácil.

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Francisco Barros

- Realizador e locutor radiofónico nos 90´s com "Rockodromo" & Outros
- Proprietário da extinta "Crash-Discos".
- Vocalista em "Model".
- Passador de música e performer em "Robotic Sessions".
- Musico experimental & Ocasional
- Colaborador e Ex-colaborador em diversas publicações nacionais e locais.

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