Uma das cenas que mais gosto de fazer é cozinhar. Faço-o com muita regularidade e até tenho algum jeito.
Outra coisa que gosto muito de fazer, e faço-o há mais de 25 anos, é tirar fotografias.
No entanto quando vou a um restaurante pago pelo serviço, ou quando necessito de um serviço de fotografia também o pago.
Podia começar a ler livros sobre direito e amanhã era advogado, ou de medicina e amanhã seria médico.
Gosto (ainda) de futebol e tenho as minhas ideias tecnico-tacticas… se calhar devia de ser treinador de futebol, se calhar até da selecção nacional por 1.6M€.
Mas não. Aquilo que vou fazendo (entre outras) é passar música. Há mais de 20 anos (dos 37 que tenho neste momento).
Uso apenas originais, compro originais. Dedico muito do meu tempo a ouvir música, muito por gosto pessoal, mas também a trabalhar para fazer boas sessões. Invisto em meios. Invisto tempo. Posso não ser o melhor, tenho até algumas deficiências técnicas, mas faço-o minimamente bem feito dentro do estilo.
Tal como não me considero chef de cozinha, tal como não me considero fotografo, tal como não me considero treinador de futebol, por que raio há tanta gente a achar que é “DJ”? Por que raio há tantos “promotores” a dizer: ” qualquer um faz isso!”?
Já sei que qualquer merda é DJ. Pessoalmente nunca me considerei tal, serei um passador de música, um entertainer, e isso ficará para outra conversa, mas gostava de perceber porque é que este tipo de serviço é tão mal visto, tão mal pago, tão pouco valorizado.
Amanhã, num restaurante por exemplo, apetece-me não pagar convenientemente o serviço no fim da refeição… porque eu até cozinho…
To_be_continued

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Francisco Barros

- Realizador e locutor radiofónico nos 90´s com "Rockodromo" & Outros
- Proprietário da extinta "Crash-Discos".
- Vocalista em "Model".
- Passador de música e performer em "Robotic Sessions".
- Musico experimental & Ocasional
- Colaborador e Ex-colaborador em diversas publicações nacionais e locais.

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Morto a tiro por ter uma chave de fendas.

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