De maio a Setembro, Guimarães descobre-se ou redescobre-se através de um programa de visitas a partir da Casa da Memória.

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Em maio, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) inaugura o “Espalha Memórias”, um programa de visitas que tem na Casa o ponto de partida mas que daqui sairá para a cidade convidando os participantes a descobrir diferentes percursos, com histórias, tradições, novidades e pessoas, que são a força viva do que este protejo simboliza e materializa. De maio a Setembro, Guimarães descobre-se ou redescobre-se através deste programa: do Património Industrial ao Mundial, das Gualterianas a D. Afonso Henriques, por trás das portas, para beber um copo ou para folhear um álbum de retratos. Sempre em boa companhia e muita partilha. No mês da sua estreia, o programa é composto por duas datas e dois temas. O primeiro “Espalha Memórias” acontece no próximo dia 01 de maio, às 10h30, e irá explorar um conjunto de espaços fabris. No dia 20, à mesma hora, há nova saída, desta vez para uma viagem pela arquitectura vimaranense.

A primeira sessão do “Espalha Memórias” está agendada para o dia 01 de maio, às 10h30. Numa alusão ao Dia do Trabalhador terá como mote a Indústria Moderna e Contemporânea e propõe um percurso orientado pelo historiador vimaranense Miguel Teixeira a um conjunto de espaços fabris activos e abandonados. O trajecto, por vezes escondido da ribeira de Couros, os têxteis e os curtumes, a Exposição Industrial de 1884, os quotidianos dos operários serão alguns dos assuntos e lugares a abordar na visita que pretende ser uma conversa sobre a memória colectiva construída a partir de memórias individuais partilhadas.

O segundo “Espalha Memórias” acontece no dia 20 de maio, também às 10h30. Ao longo de um percurso pela cidade orientado por João Rosmaninho, vamos visitar, através do olhar da Arquitectura, alguns dos edifícios emblemáticos da contemporaneidade vimaranense: da presença vincada dos mais institucionais à subtil discrição de habitações, sem esquecer os pormenores das recuperações do Centro Histórico. Este é o caminho para conhecer ou reconhecer o olhar dos arquitectos e arquitectas que conceberam estes projectos.

De maio a setembro, a Casa da Memória propõe, assim, (re)descobrir Guimarães, levando os participantes à rua e convidando-os a serem parte activa na exploração e disseminação da memória individual e colectiva desta histórica cidade.

As descobertas pela cidade já têm dias marcados até setembro. No dia 10 de junho, Eduardo Brito propõe uma deriva pela memória da cidade através da memória das fotografias. No dia 24 de junho, Raul Pereira deslinda a história de Guimarães e o dia 01 de Portugal. No dia 15 de julho, o “Espalha Memórias” organiza uma visita à Associação Artística da Marcha Gualteriana onde haverá ainda tempo para construir uma figura alegórica. No dia 05 de agosto, Samuel Silva será o guia convidado de um percurso pelas tascas de Guimarães. A 09 de setembro, o “Espalha Memórias” está a cargo de Ricardo Rodrigues que vai desvendar Guimarães Património Mundial, pela obra de Fernando Távora. A última sessão está agendada para 16 de setembro, com Maria Manuel Oliveira a mostrar o “Toural: antes e agora”. O “Espalha Memórias” é uma actividade gratuita e terá sempre como ponto de encontro a Casa da Memória.

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Miguel Sousa

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