Depois de Senhora Dona Anica, o post de lançamento das Canções de Roda, temos agora As Pombinhas da Catrina:

As pombinhas da Catrina
Andaram de mão em mão,
As pombinhas da Catrina
Andaram de mão em mão.

Foram ter à Quinta Nova
Ao Pombal de São João,
Foram ter à Quinta Nova
Ao Pombal de São João.

Ao Pombal de São João
À Quinta da Roseirinha,
Ao Pombal de São João
À Quinta da Roseirinha

Minha mãe mandou-me à fonte
E eu parti a cantarinha,
Minha mãe mandou-me à fonte
E eu parti a cantarinha.

– Ó minha mãe não me bata
Que eu ainda sou pequenina!
– Ó minha mãe não me bata,
Que eu ainda sou pequenina!

– Não te bato porque achaste
As pombinhas da Catrina,
– Não te bato porque achaste
As pombinhas da Catrina.

Uma das músicas mais cantadas da minha infância! Aquela que se aprende junto dos avós e que cantamos na rua com os amigos, que nesta idade, partilham da mesma inocência que nós. Na análise de “As pombinhas da Catrina” haviam muitos motes para a ilustração.
A canção, após a sua interpretação, conta-nos uma história sobre um bordel comandado pela sua patroa, a Dona Catrina, que tem as suas pombinhas ao dispor dos clientes. Feita esta primeira interpretação é possível também perceber-se uma fuga das meninas para outros bordéis, o “Pombal de São João” e a “Quinta da Roseirinha”, assim como a descrição de uma das aventuras de uma das pombinhas com o seu primeiro cliente: “minha mãe mandou-me à fonte, eu parti a cantarinha”.
A verdade é que para tal emblemática música de roda, a abordagem teria de ser bem abrangente. Posto isto foi pensado, para o objecto impresso, que o título da música devia estar na parte exterior e desta forma apresentar o seguimento da canção na ilustração (escondia no interior, assim como um segundo significado) e mostrar uma Pombinha da Catrina a andar de mão em mão.


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