Os melodramáticos românticos do rock-blues-indie-folk nacional Bang Bang Romance lançaram recentemente o seu novo longa-duração “Mel O’Drama”. A Irreversível aproveitou a ocasião para conversar com Paulo Carmona – Voz e Guitarra da banda:

Paulo Carmona

Paulo Carmona

Acabaram de editar o novo disco, o que podemos esperar?
– As pessoas podem esperar 10 canções dos Bang Bang Romance representativas daquilo que é o universo da banda, ou seja, em forma de receita culinária! Seria qualquer coisa como Rock’n’Roll puro de base, como se fosse a massa sobre a qual colocamos as doses recomendadas, por nós mesmos, os ingredientes certos consoante a alma da canção, sejam eles, Blues, Folk, Jazz, Indie Alternativo, Reggae , etc… é o que a música pedir.
Estamos nisto pela música e para a música. Queremos marcar o nosso cunho, a nossa identidade e ela surge espontâneamente a cada laivo. E o creme são os poemas com que recheamos as canções. Haverá coisa melhor que a simbiose de poemas e música…?!

– O vosso som soa a uma fusão de estilos e géneros. É pensado assim?
– Não diria que é pensado assim… isso pressupõe premeditação e as coisa acontecem naturalmente. Como dizem os anglo-saxónicos “go with the flow” … é mais isso. Nós somos pessoas diferentes mas com pontos em comum, e é essa simbiose que é determinante para o som dos Bang Bang Romance. É um processo natural.

– Como foi, enquanto banda, o vosso processo criativo para a construção do disco?
– Eu faço esboços de canções já com o poema escrito… e eles entendem super bem o conteúdo e depois começam a meter as suas próprias cores nas canções. Acaba por ser um trabalho de equipa até ao produto final.

– Como surgem as letras?
– Escrevo daquilo que vejo, que leio, que sinto ao mover-me nesta cidade do Porto que me encanta a cada passo… escrevo sobre o que mexe com as minhas emoções e com a sensibilidade ao rubro, senão não o faço. Quando o faço…?! Isso não sei dizer… é quando acontece…

13249367_1165036450187973_910800549_n Muitos gigs a caminho para apresentar o novo trabalho?
– Há alguns sim…. começamos já no próximo dia 21  no Passos Manuel a apresentar o álbum “Mel O’Drama”, estão todos convidados, mas posso acrescentar ainda que queremos fazer o máximo de concertos possíveis e nos sítios mais diversos possíveis. Somos uma banda para ser “ouvista”, adoramos o palco e divertimo-nos muito com isso… E acho que o público também.

– Tive conhecimento de uma curiosa e recente experiência em que os Bang Bang Romance participaram e que envolve a China…? 
– Sim, é verdade…. a Kai é uma rapariga super activa e empreendedora que faz programas de broadcasting em directo para a China… Na passada Quinta-feira isso aconteceu com os Bang Bang Romance e foi muito fixe, começamos com um share de audiência de 650 pessoas àquela hora em Hong-Kong – 3 da manhã – e acabamos com 16.000, o que parece ser bastante razoável.

– O vosso novo vídeo ficou muito engraçado…
– O vídeoclip do tema “Retiro de ti” foi feito com a intenção de ser uma espécie de amostra do álbum. Escolhemos o tema que nos pareceu mais representativo do álbum “Mel O’Drama” e tivemos a sorte de ser feito por amigos e com amigos. O guião andava à volta disto… o poema fala sobre um relacionamento e pode ser visto na pele de qualquer um de nós… ou seja, há sempre algo de bom a retirar das coisas e das pessoas…. quando isso acontece é porque, de uma maneira ou de outra, nos afectaram… quando isso não acontece é porque nos passou ao lado…

– Bang Bang Romace! Como como surgiu o nome…?
– … Olha, estava eu a pensar nisso e não estava a chegar a lado algum… já tínhamos umas 5 músicas e nome da banda … nada! Até que um amigo me disse…. “do que é que vocês falam?”; “qual é o vosso universo? vai por aí”… e eu fui… e lembrei-me disto… bang bang… mas bang bang em quê?…. no amor, mas com muito glamour e então: Bang Bang Romance.

– O que é Irreversível?
– Irreversível é o caminho que começamos a fazer e que nos levou ao segundo disco. Irreversível é o passado… o presente, e o futuro é o que vier … e venha daí esse horizonte com tudo o que tiver para vir e do qual eu não vislumbro mais do que alguns pequenos passos à frente do meu nariz…. é também irreversível o que a magazine homónima já faz de bem no seu papel de divulgação e fazemos votos que assim continuem…. bem hajam!

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Os Bang Bang Romace são:
Paulo Carmona: Voz e Guitarra
Miguel Trix: Guitarras e voz
Edys da Silva: Bateria
Diogo Mourão: Violino
Ivo Aranha: Baixo

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Francisco Barros

- Realizador e locutor radiofónico nos 90´s com "Rockodromo" & Outros
- Proprietário da extinta "Crash-Discos".
- Vocalista em "Model".
- Passador de música e performer em "Robotic Sessions".
- Musico experimental & Ocasional
- Colaborador e Ex-colaborador em diversas publicações nacionais e locais.

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