Quando é que um ser vivo animal deixa de o ser? É perguntar ao estado norte-americano do Arizona

É isso que a recém-aprovada lei HB2150, patrocinada pela republicana Brenda Barton (podes ver o projecto de lei aqui) reivindica num esforço para enfraquecer as leis, assim como multas e penas, para a crueldade animal, negligência e abandono de animais de quinta/fazenda/exploração agrícola, vulgarmente conhecido como Gado.
A lei passou primeiro de forma esmagadora pela Câmara dos Deputados, e depois por uma margem mais estreita de 16-12 no Senado. O projecto afirma efectivamente que no código anti-crueldade no interior das fronteiras do Arizona –  ‘Animal de Estimação’ passa a não incluir Gado – sendo que, por outras palavras, passa existir uma diferenciação entre Gado e Animal Domestico.

foto: foodafactoflife.org.uk

foto: foodafactoflife.org.uk

Deixaram de ser animais e passaram a ser o quê? Deixaram de ter direitos enquanto terráqueos?

O ser humano não para de surpreender. A estupidez humana não para de aumentar. Confesso-me chocado e revoltado. Até tinha alguma piada se não fosse verdade.

Resta a esperança que o governador do Arizona Doug Ducey esteja firme nas suas convicções e não assine a aprovação da lei, visto que enquanto candidato afirmou: “I do not support exemptions in our anti-cruelty codes for any class of domesticated animals. No animal should be the victim of unspeakable cruelty.”

Cambada de bestas.

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Miguel Sousa

Responsável pela agenda Irreversível.

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