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PJ Harvey

Já é verão, embora não pareça, mas por estas terras da Inbicta, isso é muito raro acontecer, o verão digo, fora isso acontecem uma porrada de coisas e estes dias foram mais uma ocasião para isso, ainda bem que assim foi, tornou-se Primavera, ah e que bela!

6ª feira – A Polly não desapontou, embora tenha mudado o seu registo de há uns anos a esta parte, mas mudar pode ser bom, poderá haver quem não goste tanto mas…mas deu um concerto fenomenal e esta senhora por mais que mude, há algo que nunca mudará, é ser PJ Harvey! Conseguiu com que eu fechasse os olhos e fosse por ali a fora, por aqueles caminhos que estavam a abrir no palco, o corpo a ondular e a cabeça a pairar, magnífico, soberbo, depois tocou algumas dos álbuns mais antigos, não sendo religioso, só vos posso dizer: minha nossa senhora! Foi uma linda viagem.

Ainda deu tempo para ir fazer mais uma paragem numa “estação” da noite tripeira, para gastar a restante energia que circulava pelo corpo, visitar mais uns amigos e confraternizar com os convivas, o pessoal abanou mais um bocado a estrutura do edifício, que por sinal tem uma bela decoração exterior, incrivelmente ainda se manteve no sítio, a decoração, digo, já o edifício propriamente dito, deve ter afundado uns centímetros.

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Moderat

Sábado – Moderat, confesso: acho que ainda não tinha ouvido, no entanto já devia andar a circular aqui dentro, isto por que, quando começaram a tocar, as flores desabrocharam, fez luz e ficou tudo negro, as mãos e as pernas não paravam, quase em simultâneo rebentaram cores e sons, fizeram-me levitar e transportar para fora deste mundo e a porra das mãos e das pernas que não paravam, para tantos sítios que nem vos consigo enumerar e muito menos descrever e sim, mãos e pernas não paravam, nem pararam a noite toda, isto porque em meu redor e dentro de mim existia uma conexão energética que as impulsionavam.

O ambiente? Muito bom, feito de sorrisos e amigos, que vieram da terra de São Jorge, para faltarem ao seu Santo António, na terra do São João e uma anfitriã conterrânea, que tornaram “simples” concertos, noites e madrugadas em algo muito mais transcendental, transmutaram-nos em boa disposição, partilha, risos, carinho e amor.
No final, desculpem, mas não houve final, nós continuamos e é que para o ano há mais!!!

 

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Miguel Pedro Carvalhais

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